Polícia apura possível estupro de bebê de 1 ano em Campo Grande

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Sede da DEPCA em Campo Grande (Foto: Chico Ribeiro/Gov. de MS)

Um possível caso de estupro de uma criança de 1 ano está sendo investigado pela Polícia Civil em Campo Grande. O registro foi no último sábado (23), após suspeita da equipe médica da Santa Casa.

Segundo consta, a vítima estava na casa de uma tia de consideração da mãe, de 20 anos quando teria passado mal por volta das 16h, apresentando crises convulsivas e vômito, além de dificuldades para respirar.

A tia fez manobras para desobstruir as vias aéreas e, em seguida, levou até a UPA do bairro Vila Almeida, onde os médicos constataram suspeita de encefalite, uma inflamação grave e aguda do tecido cerebral, geralmente causada por infecções virais.

Nesse momento, a mãe da bebê chegou à UPA e a filha foi transferida para a Santa Casa por conta da piora no quadro clínico. No hospital, os médicos identificaram lesões atípicas para a idade na região íntima, inclusive ocorridas há poucos dias.

Diante da suspeita, a polícia foi acionada e passou a apurar o caso. Na abordagem, a mãe da vítima disse que tinha deixado a filha na casa de sua tia de consideração, pois precisava limpar a sua casa e lavar roupas.

Os policiais fizeram diligências e foram até a casa da tia dela, que relatou ter tomado conta da bebê das 16h às 18h, quando saiu por cerca de 40 a 60 minutos, deixando a bebê com suas filhas de 14 anos.

Ainda segundo a versão da tia, nesse intervalo a bebê passou mal. Ao retornar para casa, a mulher fez as manobras para desengasgar a criança e a levou para a UPA. Também indicou que recebeu a menor da mãe já com febre.

Não há informações atualizadas sobre o quadro clínico da bebê. O caso é investigado e uma das suspeitas do estupro é o ex-padrasto da vítima, que foi preso no início de maio ao provocar um aborto na companheira durante uma briga.

Segundo consta, o casal morava na casa da mãe dele e a jovem estava no quinto mês da gestação. Apesar disso, sofria com agressões físicas constantes, que acabaram provocando o aborto.

No dia 1º, houve a prisão em flagrante do autor. Na ocasião, a vítima relatou que chegou a ter a orelha cortada e o rapaz esfregou uma canela no seu rosto e a obrigou a comer para provocar o aborto. Ela pediu medidas protetivas de urgência.