Polícia Civil elucida homicídio brutal; vítima foi torturada e enterrada em cova rasa

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Viatura da DHPP (Foto: Divulgação)

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu as investigações e elucidou um crime bárbaro ocorrido em novembro de 2025, no bairro Jardim Canguru/Mário Covas, em Campo Grande.

Na ocorrência, um homem foi morto após sofrer torturas, enforcamento e teve o corpo ocultado em uma cova rasa, numa área de mata. Até o momento, um suspeito está preso e outros três seguem foragidos.

O caso remonta ao dia 19 de novembro do ano passado, quando moradores da região encontraram o cadáver em estado avançado de decomposição, coberto apenas por uma fina camada de terra.

A descoberta aconteceu porque um dos joelhos da vítima ficou exposto. Ao analisar a cena, os peritos constataram que as mãos da vítima estavam amarradas e havia marcas claras de enforcamento no pescoço.

Uma particularidade chamou a atenção: os membros inferiores do corpo estavam dentro de uma mala, mas sem terem sido separados do tronco. Segundo a polícia, isso indica que os criminosos pretendiam esquartejar o cadáver.

Conforme as apurações, a vítima teve um desentendimento com o líder do tráfico de drogas que atuava na região. Por conta dessa rixa, ele teria caído em uma emboscada armada por esse indivíduo e por mais três comparsas.

Não se descarta a possibilidade de que a vítima tenha sido obrigada a cavar a própria cova antes de ser morta. Na época, chegou a circular a informação de que o homem seria acusado de estupro e teria sido julgado e executado por um “tribunal do crime”.

Durante as diligências, testemunhas foram ouvidas e ajudaram a esclarecer a motivação e a identidade dos envolvidos. Um dos suspeitos foi localizado e preso; em depoimento, confessou e detalhou como tudo aconteceu, alegando que sua função era imobilizar a vítima.

Com base nos elementos coletados, a DHPP solicitou à Justiça a prisão preventiva dos outros três envolvidos, pedido que foi deferido. A polícia pede o auxílio da população. Qualquer informação pode ser repassada à Delegacia de Homicídios ou aos canais de denúncia.