Seleção Brasileira intensifica preparação para a Copa e enfrenta alerta sobre calor nos EUA

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Carlo Ancelotti durante treino da Seleção Brasileira (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)

Amistoso contra o Egito será o último teste antes da estreia diante do Marrocos; estudos apontam riscos climáticos durante o torneio

A poucos dias da estreia na Copa do Mundo de 2026, a Seleção Brasileira intensifica os ajustes finais nos Estados Unidos. Já instalada em Nova Jersey, a equipe comandada por Carlo Ancelotti inicia uma semana decisiva de preparação antes do amistoso contra o Egito, marcado para sábado (6), às 19h (horário de Brasília), em Cleveland.

Nesta quarta-feira (3), os jogadores cumprem atividades internas pela manhã no hotel onde a delegação está hospedada. À tarde, o zagueiro Marquinhos e o atacante Igor Thiago participam de entrevistas coletivas antes do treinamento aberto à imprensa, programado para o período vespertino.

A delegação brasileira está concentrada no The Ridge Hotel, na região de Basking Ridge, em Nova Jersey. O local fica próximo ao Columbia Park Training Facility, centro de treinamento que será utilizado pela equipe durante o Mundial, e a cerca de 30 minutos do MetLife Stadium, palco da estreia do Brasil na competição.

Ancelotti terá pela primeira vez o grupo completo à disposição. Marquinhos, Gabriel Magalhães e Gabriel Martinelli, que estavam na Europa disputando a final da Liga dos Campeões e não participaram da partida contra o Panamá, já se juntaram ao elenco.

A estreia brasileira na Copa do Mundo está marcada para o dia 13 de junho, às 19h (de Brasília), diante do Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova York. Depois, a Seleção enfrenta o Haiti, em 19 de junho, na Filadélfia, e encerra a fase de grupos contra a Escócia, em 24 de junho, em Miami.

Além da expectativa esportiva, o Mundial de 2026 também será marcado por um desafio crescente fora das quatro linhas: os impactos das mudanças climáticas. Especialistas alertam que as altas temperaturas poderão influenciar diretamente o desempenho de atletas, árbitros e torcedores, além de exigir adaptações na organização das partidas.

Copa será a maior já organizada e, também, a mais poluente da história

Seleção Brasileira intensifica preparação para a Copa e enfrenta alerta sobre calor nos EUA
Supercomputador revela qual seleção será campeã da Copa do Mundo de 2026 (Foto: Divulgação/FIFA)

Estudos internacionais indicam que a edição de 2026 poderá se tornar a mais poluente da história da Copa do Mundo, com emissão estimada de aproximadamente 9 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente, quase o dobro da média registrada nos quatro torneios anteriores.

As projeções também apontam que cerca de um quarto dos jogos poderá ser realizado sob condições consideradas preocupantes de calor. Entre os confrontos monitorados está justamente a partida entre Brasil e Escócia, prevista para Miami, cidade frequentemente afetada por temperaturas elevadas durante o verão.

O debate sobre sustentabilidade ganhou espaço nas últimas edições da Copa. A Fifa assumiu o compromisso de reduzir pela metade suas emissões até 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2040. Entre as medidas defendidas por organizações ambientais estão a ampliação do uso de energias renováveis, melhorias nos sistemas de transporte coletivo e programas de compensação de emissões.

A preocupação não se limita ao torneio internacional. No Brasil, levantamentos recentes apontam que a maioria dos clubes das Séries A, B e C está localizada em cidades com elevado risco climático nas próximas décadas, principalmente por causa de enchentes, fenômeno que já afeta parte significativa das equipes do futebol nacional.

Dessa forma, a Copa de 2026 se apresenta não apenas como uma disputa pelo título mundial, mas também como um símbolo da crescente relação entre esporte e emergência climática, tema que deverá acompanhar o torneio do início ao fim.