Criança de 9 anos é flagrada com produto furtado em shopping da Capital

31
Delegacias de polícia de MS (Foto: Reprodução)

O furto de um produto de uma loja de cosméticos em um centro comercial situado na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, está sendo investigado pela Polícia Civil. Na ocorrência, registrada na noite de ontem (02), uma criança de apenas nove anos subtraiu um óleo reconstrutor capilar de 30 ml, vendido por R$ 73,35. Entretanto, as autoridades acreditam que ele atendeu ao pedido de sua tia, de 31 anos, que o acompanhava no momento dos fatos, juntamente com um bebê de colo e uma adolescente.

Conforme consta, desconfiados do comportamento, os vigilantes do centro comercial passaram a fazer o acompanhamento da família, que circulou pelo estabelecimento. Em determinado momento, a mulher se afastou da criança — instante em que o menino teria colocado o produto dentro de uma sacola. Com o flagrante, foi feita a abordagem na saída e constatado o furto. Ao mesmo tempo, a adolescente fugiu correndo e não foi mais localizada desde então.

A Polícia Militar foi acionada e esteve no local. Na apuração, a conduta da mulher e a reação da criança chamaram a atenção. Ela se apresentou como sendo uma cigana, natural de Minas Gerais, e estava hospedada em um hotel. Inicialmente, apontou que não viu o menino pegando nada. Já a criança, ao ser perguntada sobre quem era a sua mãe, olhou para a mulher e ficou em silêncio, mas muito nervosa e apreensiva com a situação.

A ocorrência descreve ainda que a mulher mudou três vezes a versão sobre o vínculo que tinha com o menino: primeiro disse que era apenas responsável, depois afirmou que se tratava de uma criança “de criação” e, por fim, assumiu ser irmã mais velha dele. Posteriormente, foi confirmado que, na realidade, ela é tia do garoto, filho do seu irmão. Durante a apuração, o marido dela esteve no local e apresentou a certidão de nascimento do menor.

Diante da suspeita de vulnerabilidade, o menino foi conduzido para a delegacia e ouvido, mas sem a responsabilização criminal, apreensão ou qualquer medida equivalente à aplicada a autores de atos infracionais. O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar a situação, mas a orientação da conselheira responsável foi de liberar por não identificar riscos. O produto furtado foi recuperado e devolvido à representante da loja. O caso segue sob investigação para apurar se houve de fato a intenção do furto.