Cerca de 300 professores da Rede Municipal de Ensino aprovaram por unanimidade a paralisação das atividades na próxima sexta-feira (12). A decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária promovida pelo Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), na noite desta segunda-feira (8), como reação à negativa da Prefeitura em aplicar o reajuste salarial previsto em acordo.
O ponto central da disputa
A categoria cobra o cumprimento do reajuste de 5,4%, previsto na política do Piso 20h, pactuada com o município em 2025. Em resposta oficial ao sindicato, a administração municipal reconhece a existência do compromisso, mas alega inviabilidade financeira para aplicar o percentual neste momento.
Para a ACP, a questão vai além de um índice: trata-se de respeitar uma conquista coletiva construída após anos de negociação. “Não estamos discutindo apenas números. Estamos defendendo uma política de valorização e o cumprimento do que foi acordado com o poder público”, afirmou o presidente da entidade, Gilvano Bronzoni.
Decisão e próximos passos
Durante a assembleia, os profissionais reafirmaram a importância da unidade da categoria e da comunicação com a comunidade escolar. A paralisação foi aprovada de forma unânime como forma de pressionar o Executivo a rever a posição.
Além da suspensão das aulas no dia 12, está prevista a realização de um ato público para dar visibilidade à reivindicação. O sindicato informou que dará início aos encaminhamentos legais e intensificará a mobilização nas escolas nos dias que antecedem o movimento.
A categoria deixa claro que continuará defendendo a política do Piso 20h até que haja uma posição favorável da prefeitura quanto ao cumprimento integral do acordo firmado.











