Equipes da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) cumpriram, na tarde de terça-feira (9), um mandado judicial de monitoramento eletrônico contra G.F.B., de 23 anos. O suspeito foi localizado em Ponta Porã e encaminhado para instalação da tornozeleira eletrônica, como medida de proteção à vítima.
Conforme registros policiais, o caso envolve uma relação de aproximadamente um ano e meio, encerrada em dezembro de 2025. A vítima relatou que o relacionamento foi marcado por comportamento abusivo, ciúmes excessivos, controle sobre sua rotina, ofensas, humilhações, ameaças e episódios de violência física e psicológica.
Mesmo após o término, o suspeito teria continuado a persegui-la: fez contato por ligações, mensagens, até mesmo por transferências via PIX, e procurou familiares e colegas de trabalho. Além disso, passou a frequentar locais onde ela trabalhava ou costumava estar, gerando medo constante.
A situação se agravou quando a vítima registrou novo boletim de ocorrência por descumprimento de medida protetiva de urgência. Ela contou que estava em uma lanchonete acompanhada de um amigo quando o suspeito passou pelo local, retornou várias vezes, estacionou e se aproximou — contrariando a proibição de aproximação.
Na ocasião, ele também teria dirigido ameaças ao acompanhante dela, afirmando que “só não iria acabar com ele para não estragar a vida por pouca coisa”, além de dizer que a vítima poderia chamar a polícia, pois queria que ela o “mandasse para a cadeia”.
O autor ainda passou em frente à delegacia enquanto ela registrava o caso, aumentando a sensação de insegurança. Diante do histórico, a Justiça deferiu a instalação de tornozeleira eletrônica, com uma área de exclusão de 200 metros da residência da vítima.











