PM recaptura bombeiro foragido do Presídio Militar em casa na Capital

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Equipe da PM atendeu a ocorrência (Foto: Redes sociais)

Réu por feminicídio da esposa, subtenente estava escondido no bairro Vila Almeida desde a fuga

Após 14 dias foragido, o subtenente do Corpo de Bombeiros Militar Elianderson Duarte, de 45 anos, voltou a ser preso na noite desta sexta-feira (26), em Campo Grande. Acusado de matar a esposa e responder por outros crimes contra os filhos, ele foi localizado em uma residência no bairro Vila Almeida após uma denúncia anônima encaminhada à Polícia Militar.

A recaptura foi realizada por uma equipe da Força Tática da 5ª Companhia Independente da Polícia Militar (5ª CIPM), em um imóvel localizado na Rua Presidente Rodrigues Alves. Segundo o boletim de ocorrência, a informação recebida indicava que um homem foragido do sistema prisional estava escondido no endereço.

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram Elianderson dentro da residência. O proprietário do imóvel informou à equipe que havia permitido a hospedagem do militar, mas alegou desconhecer que ele estava foragido da Justiça. A abordagem também ocorreu na presença do irmão do bombeiro.

De acordo com a Polícia Militar, foi necessário o uso de algemas durante a prisão por causa do nervosismo apresentado pelo recapturado e do histórico recente de fuga, fatores que indicavam risco de uma nova tentativa de evasão.

Após a prisão, Elianderson foi encaminhado para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde foram realizados os procedimentos legais. Conforme o registro policial, ele apresentava os dois pés inchados e relatou que o quadro seria consequência de problemas de saúde.

Fuga do Presídio Militar

O subtenente estava foragido desde o dia 12 de junho, quando escapou do Presídio Militar Estadual, em Campo Grande.

As investigações apontam que ele aproveitou um momento em que estava sozinho para subir no telhado de um dos pavilhões da unidade prisional, alcançar uma das torres e transpor o muro utilizando uma corda improvisada confeccionada com lençóis, conhecida no sistema prisional como “teresa”.

Embora o alarme da unidade tenha sido acionado durante a fuga, a ausência do preso só foi percebida posteriormente, durante a conferência dos custodiados.

No dia seguinte, a Corregedoria-Geral da Polícia Militar abriu procedimento administrativo para apurar como ocorreu a fuga. A corporação informou, na ocasião, que reforçou a segurança do presídio e mobilizou as forças de segurança para localizar o militar.

Réu por feminicídio

Elianderson está preso desde março deste ano, quando foi detido poucas horas após atacar a esposa, a enfermeira Liliane de Souza Bonfim Duarte, com golpes de marreta dentro da residência da família, em Ponta Porã.

Segundo a investigação, dois filhos do casal — uma adolescente de 17 anos e um adolescente de 15 — ficaram feridos ao tentar impedir as agressões. O filho mais novo, de 13 anos, sofreu abalo emocional e também precisou de atendimento.

Liliane foi socorrida em estado grave e permaneceu internada por três dias, mas morreu em decorrência dos ferimentos na cabeça. Com a confirmação do óbito, o caso passou a ser investigado como feminicídio consumado.

Além da acusação de feminicídio, o bombeiro responde por tentativa de feminicídio contra a filha e por tentativa de homicídio qualificado contra o filho.

Logo após o crime, o militar tentou fugir a pé, mas foi localizado por policiais civis depois que moradores informaram o trajeto percorrido. Na ocasião, ele foi contido por populares até a chegada da polícia e afirmou ter agido em legítima defesa, versão contestada pelas investigações.