Dourados confirma mais duas mortes por Chikungunya e chega a 17 óbitos

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Hospital Universitário da UFGD (Foto: Divulgação/Assecom)

O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) da Prefeitura de Dourados confirmou nesta sexta-feira (03) mais duas mortes por complicações da Chikungunya, elevando para 17 o total de vítimas fatais na epidemia.

Os dois casos estavam entre os óbitos sob investigação: uma mulher de 74 anos, com doença renal crônica e hipertensão, falecida em 18 de maio; e um homem de 71 anos, diabético, que morreu no dia seguinte.

Um terceiro óbito, de homem de 43 anos sem comorbidades, segue em análise. Do total de mortes confirmadas, 11 são de pessoas indígenas das aldeias Jaguapiru e Bororó, na Reserva Indígena do município.

Panorama dos casos

Os dados do Informe Epidemiológico desta sexta-feira mostram:

  • 9.976 notificações registradas no município
  • 4.822 casos confirmados
  • 5.294 casos prováveis
  • 4.682 casos descartados
  • 472 casos ainda em investigação

Na Reserva Indígena, são 3.166 notificações, sendo 2.185 confirmações da doença.

Melhora na ocupação de leitos, mas alerta permanece

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A Curva Epidêmica da doença também está em queda, com registrando 85 notificações na 25ª semana de epidemia de Chikungunya- Foto: Divulgação

Apesar da confirmação dos novos óbitos, há sinais de arrefecimento da pressão sobre a rede hospitalar: o número de internações por complicações caiu de 52 a 58, no pico da epidemia, para 13 atualmente — sendo 11 no Hospital Universitário (HU-UFGD) e dois no Hospital Cassems. A curva de novas notificações também recuou, com 85 registros na 25ª semana de levantamento.

A taxa de positividade, no entanto, continua em cerca de 50% — valor muito acima do limite de 5% considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como indicador de transmissão controlada. O dado confirma que o vírus ainda circula intensamente na cidade.

“O número de focos do mosquito tem recuado, mas a população não pode baixar a guarda. É fundamental eliminar qualquer ponto de água parada em casa, quintais e terrenos vazios”, alerta o secretário de Saúde e coordenador do COE, Márcio Figueiredo.