DHPP prende 4 por morte de mulher na Capital; “filho do coração” roubou R$ 10 mil

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Viatura da DHPP (Foto: Divulgação)

A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) prendeu nesta terça-feira (14) quatro pessoas (com idades entre 19 e 35 anos) envolvidas na morte de Giovana Castura Werner, de 52 anos, cujo corpo foi encontrado com tiro na cabeça no dia 24 de março deste ano, na região da Cachoeira do Inferninho, em Campo Grande.

Entre os detidos está um homem que ela considerava como sendo o seu “filho do coração”, inclusive, era sua sócia em um esquema de agiotagem. A investigação acredita que o crime foi cometido por desentendimentos ligados às cobranças.

Nessa terça, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão. As investigações seguem para confirmar a motivação final, o valor total subtraído e a participação exata de cada um.

Vítima teria sido morta em uma emboscada

Conforme a atualização do caso, Giovana saiu de casa na noite de 23 de março, dizendo que iria fazer cobranças de dívidas. Ela foi chamada para ajudar em um acerto de contas, mas foi assassinada no trajeto.

No dia seguinte ao encontro do corpo, o carro da vítima foi localizado abandonado no Jardim Colúmbia, dentro havia vestígios de sangue, arma de fogo e uma pá. O celular dela nunca foi recuperado.

Acesso facilitado e fraude após a morte

Ainda segundo as autoridades, por ter uma relação de extrema proximidade, o homem apontado como líder do grupo sabia a senha bancária e tinha acesso ao aparelho da vítima.

Logo após o crime, ele usou o celular e a digital de Giovana para fazer transferências de cerca de R$ 10 mil da conta dela para a sua, depois dividindo o valor com os demais envolvidos. O montante exato ainda será confirmado com os extratos.

Quinto envolvido e versões contraditórias

Além dos quatro presos, foi identificado um quinto suspeito: ele não participou da execução, mas recebeu R$ 500 para ajudar a esconder o corpo e abandonar o veículo. Ele foi ouvido e incluído no inquérito, mas não foi alvo de prisão temporária.

Durante os interrogatórios, quatro admitiram participação, mas contaram versões diferentes — uns dizem que ela foi ao encontro deles, outros que armaram uma emboscada.

O suposto líder do grupo negou qualquer envolvimento e alegou ter sido incriminado, mas sua versão não bate com as provas já levantadas, conforme anunciou a investigação do caso à imprensa.