Aprosoja e entidades lançam cartilha de uso de drones de pulverização

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Foto: Divulgação

Em parceria com entidades do agro, a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (APROSOJA BRASIL) lançou nesta terça, 14/07, uma cartilha sobre a segurança e a correta forma de uso de drones de pulverização. O objetivo é fornecer informações atualizadas sobre as normas e leis que regulamentam a utilização do equipamento e desfazer mitos e desinformações disseminadas sobre o uso no campo.

O diretor da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa, destacou a liderança brasileira em tecnologia agrícola tropical e adoção de boas práticas. “A agricultura brasileira é altamente sustentável, preservando o meio ambiente nas propriedades, usando práticas regenerativas e produzindo alimentos, fibras e bioenergia com altíssima produtividade. A grande adoção de drones é prova da capacidade dos produtores e do país de aderir as melhores tecnologias disponíveis para garantir essa produção”, destaca Rosa.

A cartilha tem coautoria do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (SINDAG), Associação Nacional das Empresas de Produtos Fitossanitários (Aenda), CropLife Brasil (CLB) e Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

Os drones de pulverização são aliados importantes do produtor rural. Em especial, dos pequenos e médios. Ainda em 2017, dados do Censo Agropecuário já revelavam que propriedades de até 100 hectares faziam uso desta tecnologia. Naquele momento, a região com maior adesão aos drones era o Nordeste. 45,3% das propriedades rurais utilizavam veículos aereos não tripulados na rotina do campo.

Na cerimônia híbrida de lançamento, realizada na sede do Instituto Pensar Agro (IPA), estiveram presentes representantes do setor aeroagrícola, defesa vegetal e biotecnologia. A chefe da Divisão Regional de Fiscalização de Aviação Agrícola do Ministério da Agricultura, Uéllen Colatto, parabenizou a iniciativa.

“Somente com um trabalho sério e responsável é que vamos conseguir alavancar a agricultura brasileira e precisamos evoluir no trabalho de sensibilização, de trazer o público que tem adquirido estes equipamentos para o ambiente de regulação”, comentou Colatto.

O diretor do SINDAG, Cláudio Júnior Oliveira, destacou que, hoje, 49% dos dez produtos mais exportados pelo Brasil, entre eles a soja, são impactados pelas aplicações aereas.

“O estado de Mato Grosso, que mais produz soja no país, é o que detém a maior frota de aviões do planeta em região. São 813 aeronaves de maior porte. Um estado que tem crescido a sua agricultura por adotar a questão aeroespecífica. Nosso aproveitamento de área tem relação com isso. Um avião agrícola pode aplicar 250 hectares em uma hora e o drone agrícola já tem capacidade produtiva concorrente com os aplicadores terrestres”, expôs Oliveira.

O consultor técnico da Aprosoja Brasil, Leonardo Minaré, é um dos especialistas que assinam o conteúdo da cartilha. Ele destaca a importância do produtor seguir as normas estabelecidas para drones.

“Este tema foi trazido pelos nossos diretores em assembleia da Aprosoja Brasil. Eles viram a necessidade da elaboração de uma cartilha orientativa para evitar o uso dos agricultores sem estarem adequados as leis e normas que regem o setor. O objetivo da Aprosoja Brasil e demais entidades do setor é garantir que esta tecnologia formidável se expanda entre os produtores de forma responsável. Então, a cartilha é importante para expor até mesmo as punições a que o produtor está suscetível caso ele não siga as regras. Vamos usar a tecnologia, mas da forma correta”, alerta Minaré.

A cartilha pode ser acessada aqui.