Venda do Consórcio Guaicurus aguarda aprovação do Cade; prefeita exige renovação da frota

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(Foto: PMCG)

A conclusão do negócio entre a Maas Administração e Participações e o coletivo de empresas que faz parte do Consórcio Guaicurus, responsável pelo serviço de transporte público de Campo Grande, ainda vai passar pela aprovação de órgãos reguladores e autoridades competentes, sem um prazo certo definido para isso.

Segundo as informações, o processo passará por uma análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Além disso, a transferência do controle da concessão depende da autorização da Prefeitura de Campo Grande, que já adiantou em coletiva de imprensa na última terça-feira (21) que irá estabelecer exigências para aprovar a venda e a transferência da operação do serviço público.

A Maas Administração e Participações Ltda. foi criada especificamente para adquirir o Consórcio Guaicurus, sendo aberta no dia 16 de julho, apenas dois dias antes da assinatura do contrato de compra e venda, com capital social inicial de R$ 10 mil. A empresa pertence ao Grupo HP Mobilidade, que hoje opera o transporte público em Goiânia (GO) e no Distrito Federal.

O que muda — e o que não muda

  • Intervenção municipal continua: a prefeitura segue gestora do serviço por 180 dias;
  • Justiça não para: todas as ações contra o Consórcio Guaicurus seguem tramitando, e qualquer condenação (como a de R$ 500 milhões por danos morais coletivos) valerá também para o novo grupo;

Exigências da prefeita

Em declaração à imprensa nesta quinta‑feira (23), a prefeita Adriane Lopes foi categórica: “Só autorizo a entrada se houver troca de ônibus, melhoria do serviço e ar‑condicionado. Se não tiver mudança, não vai entrar.”

Uma nova reunião com representantes do grupo está marcada para a próxima semana. “Como prefeita e gestora, tenho que exigir que, se eles quiserem operar em Campo Grande, cumpram todos os requisitos necessários para promover a transformação e a melhoria do sistema”, completou.

O diretor da Agereg, Paulo da Silva, também já garantiu que não haverá aumento no valor pago pelo passageiro. A chamada “tarifa técnica” (complemento pago pela prefeitura) só poderá ser revista se houver comprovação de investimentos — especialmente na renovação da frota, que hoje tem 230 veículos com prazo de uso vencido. Um valor de R$ 7,79 chegou a ser discutido na Justiça, mas foi barrado pela gestão municipal por descumprimento contratual do consórcio atual.