Comercialização está abaixo da registrada no ano passado, enquanto mercado mantém leve alta nos preços
Mesmo com a colheita da segunda safra avançando em Mato Grosso do Sul, os produtores estão vendendo o milho em um ritmo mais lento do que o registrado no ano passado. Até 27 de julho, 38,5% da produção estimada para 2026 havia sido comercializada, enquanto, no mesmo período da safra anterior, esse percentual alcançava 42,3%.
Os dados constam no boletim Casa Rural, elaborado pela Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul) em parceria com o Sistema Famasul, com base em levantamento da Granos Corretora.
Na comparação anual, o volume negociado ficou 3,8 pontos percentuais abaixo do registrado em 2025. O relatório não aponta os fatores que levaram à redução no ritmo das vendas e destaca que a comercialização ocorre de forma gradual ao longo dos meses. Também ressalta que as cotações divulgadas representam preços de mercado e não, necessariamente, os valores efetivamente recebidos por cada produtor.
Enquanto as vendas seguem mais lentas, o preço do cereal apresentou leve valorização. A saca de 60 quilos encerrou o período cotada, em média, a R$ 49, alta de 0,17% em relação à semana anterior. No comparativo com o mesmo período de 2025, quando a média era de R$ 48, houve aumento de 2,05%.
Entre os principais municípios produtores, Dourados registrou a maior cotação, com a saca sendo negociada a R$ 50. Em Campo Grande, o valor ficou em R$ 48. Já Chapadão do Sul, Maracaju, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia encerraram a semana com preço médio de R$ 49 por saca.
Sidrolândia foi o único município pesquisado a apresentar valorização semanal, com alta de 2,08%. Em contrapartida, São Gabriel do Oeste registrou recuo de 1,01%. Nas demais regiões monitoradas, os preços permaneceram estáveis.
No mercado futuro, os contratos negociados na B3 encerraram a semana em alta. O maior avanço foi observado no vencimento de março de 2027, que subiu 3,37% e fechou cotado a R$ 79,41 por saca. O contrato para maio de 2027 avançou 3,05%, chegando a R$ 77,80.
Também registraram valorização os contratos para janeiro de 2027, cotado a R$ 77,76 após alta de 2,52%, julho de 2027, que fechou a R$ 74,58 com ganho de 2,19%, e setembro deste ano, negociado a R$ 70,41 por saca, alta de 1,37%.
O movimento positivo também foi observado no mercado internacional. Na Bolsa de Chicago, o contrato para setembro de 2026 avançou 0,45%, encerrando a US$ 4,58 por bushel. Os vencimentos de dezembro de 2026 e março de 2027 também registraram ganhos de 0,21% e 0,20%, respectivamente.
A comercialização ocorre em uma safra estimada em 11,139 milhões de toneladas em Mato Grosso do Sul. Segundo a Aprosoja/MS, a área cultivada chega a 2,206 milhões de hectares, com produtividade média projetada de 84,2 sacas por hectare.











