Menino queimado por amigo segue na UTI; autor aguarda decisão da Justiça

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O caso fi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij)

O adolescente de 12 anos, apreendido desde a terça-feira (04) por provocar um incêndio no próprio amigo, de 11 anos, aguarda a audiência com o promotor da Vara Especializada em Crimes Contra a Criança e o Adolescente para saber qual será o seu futuro, se permanecerá na Unei (Unidade Educacional de Internação) ou se poderá responder ao processo em liberdade. O caso ainda está sendo investigado e existe um confronto de versões entre a vítima e o autor.

A vítima segue hospitalizada na Santa Casa de Campo Grande em estado delicado. Ele teve 85% do corpo queimado, da canela para cima, e passa por tratamento intensivo, com sedação, na UTI. Na atualização do boletim médico divulgado pela família, foi cogitada a possibilidade de passar por hemodiálise por conta de um comprometimento renal. Além disso, o menino vai precisar fazer um enxerto nos braços e até mesmo nos órgãos genitais.

A polícia disse que, antes de ser sedada, a criança relatou a profissionais da UPA do bairro Santa Mônica, e também ao seu pai, por videochamada, que o amigo teria jogado álcool e ateado fogo de propósito, após uma discussão por motivos não esclarecidos. Exatamente por conta disso, o caso foi registrado como ato infracional análogo à tentativa de homicídio. A família da vítima também disse que os dois garotos tinham histórico de desavenças, inclusive, não se falavam há cerca de sete meses.

Já o adolescente apreendido apresenta outra versão sobre a dinâmica dos fatos. Segundo ele, o fogo atingiu o galão de álcool e se alastrou acidentalmente sobre o colega durante uma brincadeira chamada de ‘risca pedra’. Conforme o advogado Matheus Alves, que representa o menor, a família soube da gravidade apenas na delegacia e acredita na inocência do filho, que não tem histórico de violência. O menor ainda não tem ciência plena da gravidade do estado da vítima nem das acusações.