Segurança da Santa Casa de Cassilândia é preso por tráfico e espionagem

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Santa Casa de Cassilândia. — Foto: Rádio Jota/Reprodução

O popular ‘Zé Gotinha’, figura muito conhecida que atuava como segurança patrimonial da Santa Casa de Cassilândia, acabou preso nesta semana pela Polícia Civil por realizar o trabalho de espionagem para uma facção organizada, além de vender drogas no próprio estabelecimento hospitalar.

O SIG (Setor de Investigações Gerais) detalhou nessa sexta-feira (07) que o sujeito é integrante do Comando Vermelho (CV) e servia de olheiro para ações contra organizações rivais. Estava sendo monitorado desde que realizou o levantamento da rotina de um alvo de tentativa de homicídio na cidade.

Segundo a polícia, o segurança teria percorrido em bicicleta até um posto de combustíveis e também até uma serralheria para verificar a localização e os deslocamentos da vítima, repassando as informações à cúpula da facção para orientar a execução do ataque.

O segurança aproveitava a estrutura do hospital para distribuir cocaína, acondicionada em pinos plásticos. Ele foi abordado pelos investigadores durante seu turno de trabalho, quando foram encontradas em seu poder diversas porções da droga já prontas para a venda.

Em busca realizada na residência dele, foram apreendidas dezenas de pinos plásticos vazios e com cocaína, cadernos com anotações de dosagem, preparação e controle de vendas, balança e embalagem, munições intactas de calibre .38 SPL, guardadas junto aos equipamentos de trabalho e capacetes com viseiras escuras.

Em depoimento, Zé Gotinha confessou a atividade e informou que recebia a droga de um homem conhecido pelas autoridades por diversos delitos, proprietário de uma picape VW Saveiro branca. Ele teve a prisão em flagrante formalizada e responderá criminalmente por tráfico de drogas, integração a organização criminosa e posse irregular de munição. Segue recolhido à disposição da Justiça de Cassilândia.

A reportagem procurou a direção da Santa Casa de Cassilândia, mas até o momento não obteve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação oficial.