CEASA/MS registra alta no limão, maçã, manga e tomate e queda nas cotações de batata, cebola, mamão e melancia

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Mamão (Foto: Ceasa)

A Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (CEASA/MS) registrou, na 33ª semana de 2026, entre os dias 10 e 15 de agosto, variações nos preços de importantes produtos comercializados no atacado. Entre os itens que apresentaram valorização estão o limão Tahiti, a maçã, a manga Palmer e Tommy e o tomate Longa Vida. Já batata inglesa, cebola nacional, mamão Havaí e melancia registraram queda nas cotações.

As oscilações refletem principalmente fatores relacionados à oferta e à demanda, condições climáticas, andamento das safras, disponibilidade dos produtos e comportamento dos mercados produtores e consumidores.

Produtos em alta

O limão Tahiti (SP), comercializado em caixa de 20 quilos, passou de R$ 110,00 para R$ 120,00, uma valorização de 9,09% em relação à semana anterior. O movimento está relacionado principalmente à menor disponibilidade da fruta no cinturão citrícola paulista, em razão do avanço do período de entressafra e do encerramento da principal safra.

As condições climáticas atípicas para o período também têm influenciado o desenvolvimento e a disponibilidade dos frutos. Nesse cenário, lotes com melhor padrão de qualidade vêm sendo mais valorizados. Para as próximas semanas, enquanto a oferta permanecer restrita, a tendência é de manutenção das cotações em patamares elevados, com possibilidade de novas altas.

A maçã proveniente de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, em caixa de 18 quilos, teve alta de 8,33%, passando de R$ 120,00 para R$ 130,00. A valorização está relacionada à redução gradual da disponibilidade das frutas armazenadas nas regiões classificadoras.

Embora os estoques ainda permaneçam elevados, o volume disponível é menor em comparação às semanas anteriores. Com a redução contínua dos estoques, a expectativa é de que os preços permaneçam mais firmes ao longo das próximas semanas.

Outro destaque de alta foi a manga Palmer e Tommy, da Bahia e de Pernambuco, comercializada em caixa de 6 quilos. A cotação passou de R$ 70,00 para R$ 80,00, aumento de 14,29%.

No caso da manga Palmer, o menor ritmo das exportações para a Europa tem dificultado o escoamento, enquanto a chegada de mangas provenientes de Israel ao mercado europeu também reduziu a demanda pela fruta brasileira. No mercado interno, a entrada de frutas com menor grau de maturação contribuiu para pressionar as negociações.

Já para a variedade Tommy, a oferta controlada no mercado interno, aliada à intensificação dos embarques brasileiros para os Estados Unidos, favoreceu a valorização dos preços.

A expectativa para as próximas semanas é de aumento gradual da oferta nacional, principalmente a partir de setembro. Nesse cenário, o comportamento das exportações brasileiras deverá continuar sendo importante para a sustentação dos preços.

O tomate Longa Vida, proveniente de Goiás, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina, comercializado em caixa de 25 quilos, passou de R$ 120,00 para R$ 130,00, alta de 8,33%.

Foi a terceira semana consecutiva de valorização nas principais centrais de comercialização acompanhadas. O movimento está relacionado à redução do volume de frutos disponíveis para colheita, após as plantas apresentarem elevada produtividade ao longo de julho.

Algumas lavouras já encerraram a colheita ou estão em fase final de safra, indicando que o pico de produção ocorreu durante o mês de julho. A redução gradual da oferta, somada à diminuição da área cultivada nas principais regiões produtoras, tem contribuído para manter as cotações firmes.

Produtos em queda

Na outra ponta, a batata inglesa, comercializada em saca de 25 quilos, apresentou queda de 6,25%, passando de R$ 160,00 para R$ 150,00.

A redução está relacionada à intensificação da safra de inverno, que ainda não teria atingido seu pico de oferta. A expectativa é de que o maior volume de produção seja alcançado ainda neste mês ou no próximo, mantendo a disponibilidade elevada no mercado.

Apesar da queda, os preços estão próximos dos custos de produção. Entre os fatores que limitaram uma redução mais acentuada estão a produtividade ainda ligeiramente abaixo da registrada no ano passado, o pequeno recuo da área cultivada e o deslocamento do plantio na Chapada Diamantina, na Bahia.

As exportações de batata in natura também permanecem superiores às registradas no mesmo período de 2025. Para as próximas semanas, a tendência ainda é de pressão sobre as cotações diante do avanço da safra de inverno.

A cebola nacional, proveniente de Minas Gerais e Goiás, teve redução de 6,67%, passando de R$ 75,00 para R$ 70,00 o saco de 20 quilos.

A queda está relacionada ao aumento da disponibilidade do produto, em um período de pico de colheita nas principais regiões produtoras. Parte dos produtores já atingiu o pico da safra, enquanto outros devem intensificar a colheita nas próximas semanas.

As temperaturas mais elevadas registradas recentemente, principalmente em Cristalina (GO), também favoreceram problemas de qualidade em parte da produção, com relatos de perda de casca dos bulbos.

CEASA/MS registra alta no limão, maçã, manga e tomate e queda nas cotações de batata, cebola, mamão e melancia

Com a continuidade das atividades de campo e o avanço da colheita, a expectativa é de manutenção da oferta elevada, o que poderá continuar pressionando as cotações.

O mamão Havaí, da Bahia e do Espírito Santo, comercializado em caixa de 10 quilos, apresentou uma das principais quedas da semana. O preço passou de R$ 80,00 para R$ 70,00, redução de 12,50%.

Após meses de oferta mais controlada, o volume de mamão disponível no mercado nacional aumentou, pressionando as cotações. Na Bahia, a maior disponibilidade de frutas, associada a uma demanda menos aquecida, resultou em uma desvalorização mais expressiva da variedade Havaí.

O aumento das temperaturas também favoreceu a chegada de frutas de maior calibre ao mercado. No Espírito Santo, as chuvas espaçadas na região de Linhares continuam contribuindo para problemas em algumas lavouras, especialmente relacionados à antracnose.

A menor demanda registrada no atacado paulista também contribuiu para limitar as cotações. Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção da maior oferta e de uma demanda mais fraca, sem previsão de recuperação expressiva dos preços no curto prazo.

A melancia graúda, proveniente de Goiás, São Paulo e Tocantins, apresentou queda de 3,45%, com a cotação passando de R$ 2,90 para R$ 2,80 por quilo.

Em Uruana (GO), um mês após o pico de preços registrado em 2026, as cotações da melancia graúda, acima de 12 quilos, apresentaram queda pela quarta semana consecutiva.

O movimento está relacionado ao aumento da produção nas lavouras de Goiás e Tocantins, associado à demanda ainda pouco aquecida no mercado atacadista.

Apesar das quedas sucessivas, a qualidade das frutas vem apresentando melhora. Em Goiás, houve redução na ocorrência de virose, enquanto no Tocantins as temperaturas elevadas e o tempo firme, somados aos poucos relatos da doença nas lavouras, têm favorecido o desenvolvimento da produção.

Para a segunda metade de agosto, a expectativa é de intensificação da oferta com o avanço das colheitas nos dois estados. Dessa forma, a tendência é de manutenção da pressão sobre as cotações diante da maior disponibilidade da fruta no mercado.

Variação dos principais produtos

ALTAS

  • Manga Palmer e Tommy (BA/PE) – caixa de 6 kg: R$ 70 → R$ 80 (+14,29%)
  • Limão Tahiti (SP) – caixa de 20 kg: R$ 110 → R$ 120 (+9,09%)
  • Maçã (SC/RS) – caixa de 18 kg: R$ 120 → R$ 130 (+8,33%)
  • Tomate Longa Vida (GO/MG/PR/SC) – caixa de 25 kg: R$ 120 → R$ 130 (+8,33%)

QUEDAS

  • Mamão Havaí (BA/ES) – caixa de 10 kg: R$ 80 → R$ 70 (-12,50%)
  • Cebola Nacional (MG/GO) – saco de 20 kg: R$ 75 → R$ 70 (-6,67%)
  • Batata Inglesa – saca de 25 kg: R$ 160 → R$ 150 (-6,25%)
  • Melancia Graúda (GO/SP/TO) – kg: R$ 2,90 → R$ 2,80 (-3,45%)