Exposição “Floraruim” reúne artistas com reflexões sobre preservação e biodiversidade

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Foto: Divulgação

Estreando no mês da Primavera e homenageando o Ipê Amarelo, a exposição visual de arte independente “Florarium: Do nativo ao endêmico” reúne 20 artistas de diversas modalidades e entusiastas da botânica sul-mato-grossense para um momento de contemplação de obras e compartilhamento de saberes. Totalmente gratuita, a visitação começa a partir do dia 4 de setembro, quando será realizado o evento de abertura, às 19h, na Casa de Cultura, em Campo Grande.

Com curadoria coletiva dos artistas Addi, Bejona e Lumar — que também terão suas obras expostas — o intuito da mostra é sensibilizar e despertar um olhar atento dos visitantes para as belezas do Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica, biomas que compõem a biodiversidade sul-mato-grossense.

Para isso, a exposição traz como obra principal a representação de flores nativas e endêmicas da região, com técnica aquarelável em tecido, com obras de diversos nomes da cena cultural de MS.

Reforçando a ideia de coletividade, assim como no funcionamento da natureza, o grande tecido, manifestação principal da mostra foi pintado por diversos artistas de diferentes estilos, como Giane Bifon, Rosane Bonamigo, Lígia Rocha, Patrícia Helney e Paloma Roma, que registram as particularidades da flora do estado emprestando suas visões sobre o tema.

A teia criativa também contou com os contornos das artistas Alice Torres, Deb Koala, Diana Morais, Gi Brandão, Jamille Rosa, Jaqueline Basso, Julia Muniz, Luana Aielo, bem como da muralista Natacha IK. Também contribuíram para a criação do grande mural de tecido, Bittrrud, D. Farias, Gabiru, Paola Roma, Renan Reis, Ruan Quevedo Rubi, , Bruna Camargo, Diana Costa, Ariel Campagna, Syunoi e Henrique Silva.

Além da arte contemplativa, o evento traz a contribuição de artistas botânicos de outros estados, que trazem em suas obras o teor científico da pesquisa sobre o tema.

A coletividade ainda esteve presente durante todo o processo de produção, com o tecido principal da exposição e artistas transitando entre diversos espaços de colaboração criativa Ruan Quevedo, Addi, papelaria Arquitécnica, sala de oficinas da Casa de Cultura e pelo ateliê da Plataforma Cultura, bem como esteve no espaço expositor e curador do evento, Lumar. O ateliê Dindôrere, do artista e professor Ariel Campagna, que ministra aula de Arte para crianças, também foi um dos locais de produção da obra.

A sensibilização para os temas que podem ser explorados a partir do ato de pensar a natureza como parte integrante do cotidiano e sua importância para a vida na terra, também passará pelos despertar dos sentidos, por meio de um vídeo mapping reativa que será exibido em sincronia com a obra do artista Nativo e do show musical com Jorge Aluvaiá, no qual serão apresentados sons e composições inéditas no espetáculo “A partilha da miragem, sementes do som, mistérios da luz”.

Para Addi, que além de curador está à frente da produção do evento, o tema escolhido, além de promover o conhecimento e enaltecer a natureza do estado, também tem o poder de reflexão sobre os impactos da ação humana, que tem deixado um constante alerta sobre a necessidade de preservação.

“A exposição não é apenas para gravar a flora regional na mente dos visitantes pelas pinturas, mas também promove reflexões sobre a conservação e alerta sobre o efeito da presença humana nesses ambientes”, disse.

Ainda fazem parte do evento, os artistas convidados Lúcia Monte Serrat, Haycson, Paulo Ormindo, Klei Souza, Fernanda Lopes, Ana Julião, Carelli, Genoveva Roberto,, Kalebe Mazzinee Origamis Fabulosos.