Investimento de R$ 1,2 milhão levanta suspeita de gestão temerária e corrupção no IMPCG

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Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal abriu nesta terça-feira (25) a Operação Presciência, para apurar possíveis irregularidades que teriam exposto a risco o patrimônio do Regime Próprio de Previdência Social de Campo Grande.

A investigação começou após relatório de auditoria do Ministério da Previdência apontar falhas no processo que levou o Instituto Municipal de Previdência (IMPCG) a aplicar R$ 1,2 milhão em Letras Financeiras de um banco privado.

O que está sob investigação

Segundo a auditoria, servidores envolvidos no processo decisório podem ter agido com ações ou omissões, deixando de observar normas técnicas e administrativas antes de realizar o investimento. A conduta, em tese, teria colocado em risco recursos previdenciários dos servidores municipais.

A Justiça Federal autorizou seis mandados de busca e apreensão, além do afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. O inquérito apura a prática, em tese, de gestão temerária, corrupção passiva e corrupção ativa — crimes que podem resultar em penas de até oito anos de reclusão.

A operação foi batizada de Presciência justamente por questionar se os responsáveis agiram com conhecimento dos riscos que assumiram com o dinheiro da previdência municipal.