
Perseguição durou cerca de 40 minutos na Vila Nhanhá; polícia apreendeu faca e canivete encontrados com o suspeito
Uma tentativa de abordagem policial terminou com um homem baleado na noite desta terça-feira (25), na região da Vila Nhanhá, em Campo Grande. Segundo a Polícia Militar, o suspeito de 27 anos, fugiu por muros e telhados durante cerca de 30 a 40 minutos e, após entrar em uma residência, teria avançado contra os policiais com uma faca. Ele foi atingido por um disparo, socorrido e morreu posteriormente na Santa Casa.
De acordo com o registro da ocorrência, policiais do 10º Batalhão de Polícia Militar faziam patrulhamento quando encontraram dois homens no cruzamento das ruas dos Pirineus e Sol Nascente, em uma região apontada pelas equipes como local de comércio de entorpecentes.
Com a aproximação da viatura, os dois se separaram. Um deles foi abordado, enquanto o outro não teria obedecido à ordem de parada e correu, mantendo uma das mãos próxima à cintura.
O suspeito seguiu pela Rua Sol Nascente em direção ao córrego e passou por diferentes imóveis após escalar muros. Diante da fuga, outras equipes foram acionadas para fazer um cerco na região.
Moradores ajudaram a indicar aos policiais os locais por onde o homem havia passado. Conforme o boletim de ocorrência, algumas pessoas relataram que ele estaria armado e carregava uma faca.
Fuga por telhados
As buscas duraram aproximadamente 30 a 40 minutos. Durante o período, o suspeito foi visto diversas vezes sobre telhados e continuou sem obedecer às ordens de parada.
Os policiais utilizaram munição de impacto controlado para tentar interromper a fuga, mas, segundo o registro, a medida não surtiu efeito.
Em determinado momento, moradores informaram que o homem estava sobre o telhado de uma residência na Rua dos Andes. Ao chegarem ao endereço, os policiais o viram saltar de uma altura aproximada de quatro metros para dentro do imóvel.
Segundo a PM, o suspeito correu para os fundos da residência. Dois policiais entraram no local para realizar a abordagem.
Ainda conforme o boletim, o homem estava com uma faca de serra e avançou contra os militares. Diante da situação, um dos policiais efetuou um único disparo.
O tiro atingiu o lado direito do tórax e atravessou o corpo, com saída próxima à região do pescoço.
Homem foi socorrido, mas morreu
Após o disparo, os policiais constataram que o homem ainda apresentava sinais vitais e realizaram o socorro. Ele foi levado inicialmente para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Leblon.
Conforme o atendimento médico registrado no boletim, o paciente chegou desorientado, com ferimento por arma de fogo e quadro grave. Ele precisou ser intubado e passou por drenagem torácica, com retirada de aproximadamente três litros de sangue.
Devido à gravidade dos ferimentos, foi transferido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para a Santa Casa de Campo Grande.
Na unidade hospitalar, o estado de saúde permaneceu grave. O homem morreu no fim da noite.
Faca e canivete foram apreendidos
A perícia foi acionada para analisar o local da ocorrência. Uma faca apontada pela polícia como sendo utilizada durante a investida contra os militares foi apreendida. Um canivete também foi localizado no bolso do homem.
O morador da residência onde ocorreu o confronto informou que a faca não pertencia a ele.
O local não foi preservado imediatamente após o disparo porque os policiais priorizaram o atendimento ao homem ferido. Conforme o boletim, após a saída da equipe, o morador lavou o quintal. Ele informou que fez a limpeza porque possui dois cachorros e precisava manter o espaço limpo.
A arma utilizada pelo policial, uma pistola calibre 9 milímetros, foi apresentada durante os procedimentos, juntamente com as munições que permaneceram intactas.
Mulher relata agressão
Durante os trabalhos periciais, uma mulher que se identificou como companheira do homem foi até o endereço.
Segundo o registro policial, ela relatou ter sido agredida fisicamente por ele na noite anterior e apresentava hematomas no rosto e em um dos olhos.
O caso foi registrado na Depac Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) como resistência, desobediência, tentativa de homicídio e lesão corporal decorrente de intervenção de agente do Estado.



















