A chuva que cancelou o desfile não conseguiu afastar o povo de Campo Grande da festa dos 127 anos. Sob uma tenda protetora de 45 metros de extensão na Avenida Afonso Pena, foi mantida a distribuição do bolo gigante de 32 metros e 800 quilos, a única atração comemorativa que resistiu ao mau tempo. Mais de duas horas antes do corte, previsto para as 11h, já havia fila — formada por quem veio para o desfile frustrado e decidiu ficar para o bolo.
Feito em letras, com carinho e sabor
Confeccionado por professores e alunos do Senac em 18 módulos que formam o nome “Campo Grande 127 anos”, o bolo levou duas semanas e envolveu cerca de 60 pessoas.
Cada letra tem aproximadamente um metro de largura por 1,20 metro de altura. A massa é de tipo chiffon, com recheio de doce de leite — uma receita escolhida para agradar o maior número de paladares.
A expectativa é para distribuir cerca de 2,5 mil fatias de aproximadamente 100 gramas cada, com sobras embaladas em potes. Apenas o bolo estava coberto pela tenda transparente; quem esperava na fila se arriscava às últimas gotas. Mesmo assim, ninguém reclamou.
A montagem seguiu normas da vigilância sanitária e o corte foi organizado por sistema de grades em zigue-zague. A diretora de Educação do Senac, Gilka Trevisan, resumiu: “Cada pedaço tem o nosso conhecimento de gastronomia e o trabalho dos nossos amigos. Foi feito com muito carinho”.





















