A imagem de uma capivara com uma flecha cravada nas costas assustou e deixou a população campo-grandense revoltada nessa quinta-feira (27). O flagrante foi de uma moradora do bairro Guanandi e também de uma equipe de reportagem da TV Morena, com transmissão ao vivo durante o telejornal.
O animal silvestre estava numa área de mato, às margens do Rio Anhanduí. A denunciante, de 79 anos, relatou que a espécie parecia buscar socorro, aproximando-se da Avenida Ernesto Geisel e da Rua Pirituba. Ela acionou a polícia pelo canal 190 e outros órgãos de ligados a segurança e proteção animal, mas as equipes demoraram para chegar.
Quando a primeira guarnição da Polícia Militar Ambiental (PMA) apareceu para atender à ocorrência, a capivara já tinha se afastado da área e, desde então, não foi mais vista. As buscas serão retomadas no entardecer, quando os roedores ficam mais ativos. A testemunha relatou que o animal ficou por um longo período parado na vegetação até retornar para o rio e sumir de sua vista.
Além da PMA, também estão envolvidas a Guarda Civil Metropolitana (GCM), Instituto Estadual do Meio Ambiente (IMASUL) e o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), com veterinários e equipamentos para sedar e retirar a flecha com segurança. A recomendação é: se avistar a capivara, não se aproxime e ligue imediatamente para a PMA: (67) 3941-0141.
Ainda segundo as informações, a agressão com flecha configura crime ambiental, com pena de detenção de três meses a um ano e multa. Se o animal morrer em consequência do ferimento, a pena pode ser aumentada. A capivara da região é conhecida dos moradores e costuma circular nas margens do rio sem se aproximar das ruas — o que reforça a impressão de que veio pedir ajuda.





















