Dia Mundial da Sepse: especialista alerta que resposta do próprio corpo pode comprometer órgãos em poucas horas

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Sepse é uma condição grave que acontece quando o organismo reage de maneira desregulada a uma infecção (Foto: Divulgação)

No Dia Mundial da Sepse, celebrado neste domingo (13), o alerta principal não é sobre a infecção em si, mas sobre como o corpo reage a ela. Cerca de 400 mil adultos e 42 mil crianças desenvolvem sepse por ano no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, e muitos não sabem que o quadro pode começar fora do hospital — a partir de uma pneumonia, infecção urinária, ferida na pele ou dor abdominal simples. O perigo está na resposta descontrolada do organismo, que passa a comprometer rins, pulmões, coração e cérebro em questão de horas.

O que ninguém explica direito

A sepse não é a infecção se espalhando pelo corpo. É o próprio sistema de defesa reagindo de forma exagerada e desregulada, a ponto de ferir os órgãos que deveria proteger.

Como explica o infectologista Erivaldo Elias Junior, do Hospital Universitário da UFMS, o problema não é apenas o vírus ou a bactéria: é o corpo perdendo o controle da própria resposta. Por isso, chamá-la de “infecção generalizada” pode confundir — e atrasar a procura por socorro.

Sinais que pedem atenção imediata

Mesmo sem febre — principalmente em idosos e imunossuprimidos —, fique atento a: respiração acelerada, coração batendo muito rápido, queda de pressão, sonolência excessiva, confusão mental e pouca quantidade de urina.

Não é preciso ter todos os sintomas ao mesmo tempo: qualquer sinal de piora súbita durante uma infecção já é motivo para buscar atendimento.

O tempo salva vidas

Cada hora conta. Quanto mais cedo reconhecida, maiores são as chances de recuperação. O tratamento exige identificação rápida da causa, antibióticos na veia, hidratação e suporte aos órgãos.

Por isso, o hospital universitário segue um protocolo que padroniza a resposta desde os primeiros sinais — porque na sepse, esperar para ver pode ser fatal.

Quem precisa redobrar cuidados

Idosos, bebês, pessoas com doenças crônicas, câncer, imunidade baixa ou que usam cateteres e sondas correm mais risco. Mas ninguém está totalmente protegido: qualquer pessoa, em qualquer idade, pode desenvolver sepse — tudo depende de como o organismo reage à infecção.

A melhor prevenção é manter vacinas em dia, cuidar de feridas, tratar infecções cedo e, principalmente, não ignorar quando o quadro parece estar piorando sem motivo.