Uma ação conjunta da Polícia Federal e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) encontrou 23 trabalhadores em condições irregulares em uma propriedade rural de Porto Murtinho, na fronteira com o Paraguai.
A operação apura indícios de submissão a condições análogas à escravidão e tráfico de pessoas para exploração de mão de obra.
Recrutamento de estrangeiros e restrição de liberdade
A investigação começou com denúncias de que trabalhadores estrangeiros eram recrutados de maneira informal e mantidos na propriedade em situação de vulnerabilidade.
Constatou-se a ausência de registro trabalhista, suspeita de retenção de pagamentos e limitação da liberdade de deixar o local. Os 23 homens foram acolhidos e encaminhados para atendimento e apoio.
Armas de grosso calibre com numeração raspada
Além da situação de trabalho, a equipe encontrou e apreendeu 14 armas de fogo de grosso calibre e munições. O armamento estava em situação irregular; parte das peças tinha a numeração suprimida, o que dificulta o rastreamento de origem.
A presença desse tipo de armamento reforça a suspeita de que a propriedade operava sob controle rigoroso e ameaçador.
Responsáveis ainda serão identificados
Ninguém foi preso até o momento. As investigações seguem para identificar quem comandava a propriedade, como eram feitos o recrutamento e o transporte dos trabalhadores, e de onde vinham as armas.
O caso pode resultar em acusações de tráfico de pessoas, redução à condição análoga à escravidão e posse irregular de armas.




















