O médico psiquiatra Juberty Antônio de Souza defendeu mudanças no modelo atual de atendimento a pacientes psiquiátricos, reforçando a necessidade de ter mais leitos e até mesmo um Hospital Psiquiátrico. Ele falou na Tribuna da Câmara Municipal durante a sessão ordinária desta terça-feira, dia 22, a convite do vereador Dr. Jamal.
Inicialmente, o médico fez um resgate histórico de como o paciente psiquiátrico era reconhecido ao longo de diferentes décadas, recordando até mesmo de mudanças neste atendimento em decorrência da cultura de determinadas épocas. Alterações ocorreram com a possibilidade de essas pessoas serem tratadas como doentes psiquiátricas, além do tratamento com determinados medicamentos.
Posteriormente, em outros países, iniciou-se um movimento da mudança do modelo de assistência psiquiátrica, que no Brasil foi denominado Reforma Psiquiátrica. Ele recordou da Lei 10.216, de 2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.
O médico avalia que essa mudança foi danosa, resultando no fechamento de 90 mil leitos psiquiátricos no Brasil, fazendo com que o doente mental ficasse desassistido. Ele avalia que o modelo não atende as necessidades brasileiras, pois “o doente psiquiátrico continua sofrendo e se tornou marginal social, sem direito ao tratamento nos equipamentos de saúde. “Não temos leitos psiquiátricos e o Hospital Psiquiátrico é necessário”, defendeu.
Juberty Antônio de Souza pontuou que hoje seria necessários 900 leitos em Campo Grande, conforme a Organização de Saúde. Já segundo o Ministério da Saúde, seriam 450. No Estado, segundo o médico, são apenas 140 vagas. “Temos necessidade real de leitos”.
O vereador Dr. Jamal falou sobre a importância de convênios da Câmara com o Conselho Regional de Medicina (CRM) e com a Academia de Medicina de Mato Grosso do Sul, para opinarem acerca de projetos que envolvam a área médica. O vereador Epaminondas Neto, o Papy, presidente da Casa de Leis, citou a importância destes termos de cooperação para que “a sociedade civil tenha voz ativa e participação em relação ao que é deliberado nessa Casa de Leis”.











