Flávio Bolsonaro diz que irá ao debate da Globo mesmo sem Lula

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(Foto: Vittor Sales/Divulgação)

Candidato do PL confirmou participação no encontro marcado para 1º de outubro, três dias antes da votação

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou que participará do debate presidencial da TV Globo, marcado para quinta-feira (1º), mesmo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não compareça. A decisão foi anunciada neste domingo (27), durante uma agenda de campanha em Goiânia (GO).

O encontro será realizado três dias antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, e pode ser o único debate da primeira etapa da disputa com a participação dos dois principais candidatos. A emissora convidou quatro presidenciáveis para o programa: Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD).

Durante uma carreata em Goiânia, Flávio afirmou que pretende usar o debate para confrontar Lula e apresentar questionamentos sobre temas que considera centrais na campanha. “Eu não tenho adversário aqui em Goiás. Meu único adversário nessa campanha é o Lula. É com ele que eu quero debater na Globo”, afirmou o senador.

Entre os assuntos mencionados por Flávio estão a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e a discussão sobre anistia para condenados ou investigados pelos atos de 8 de janeiro.

A participação no debate vinha sendo tratada como dependente da presença de Lula pela campanha de Flávio. Até a semana passada, aliados do senador diziam que ele só pretendia participar caso o presidente também estivesse no programa.

Nossa Senhora Aparecida e campanha

Segundo integrantes da campanha de Flávio, o debate também deverá ser usado para abordar a circulação de conteúdos falsos relacionados a Nossa Senhora Aparecida e à campanha presidencial.

O tema ganhou espaço nos últimos dias após uma publicação satírica envolvendo uma imagem da padroeira do Brasil e uma referência à família Bolsonaro. A disputa judicial sobre o conteúdo chegou ao Supremo Tribunal Federal durante a reta final da campanha.

A equipe de Flávio também pretende explorar a repercussão da medida provisória relacionada ao mercado de apostas on-line, as chamadas bets.

Pesquisas eleitorais

A definição sobre o debate ocorre em um momento de disputa acirrada nas pesquisas de intenção de voto.

Levantamento nacional da Quaest divulgado em 21 de setembro apontou Lula com 37% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio Bolsonaro com 33%. A margem de erro era de dois pontos percentuais, o que colocava os dois dentro do intervalo de empate técnico.

Pesquisas estaduais divulgadas pela Quaest entre 22 e 26 de setembro também mostram cenários diferentes conforme a região. Nos levantamentos citados pela campanha e divulgados na imprensa, Lula aparece numericamente à frente em alguns estados, enquanto Flávio lidera numericamente em outros; em parte das unidades da Federação, os dois aparecem dentro da margem de erro.

Em Mato Grosso do Sul, estado onde Flávio aparece numericamente à frente no levantamento estadual citado, a pesquisa faz parte da série de estudos que avaliam a disputa presidencial por unidade da Federação.

No Piauí, onde não houve levantamento da Quaest na série, a pesquisa Datafolha mais recente, divulgada em 17 de setembro, apontou Lula com 59% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 20%.

Segundo turno

Em um cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, pesquisa Datafolha divulgada em 24 de setembro mostrou Lula com 47% das intenções de voto e Flávio com 45%. O resultado foi considerado empate técnico porque a margem de erro do levantamento é superior à diferença entre os candidatos.

Na pesquisa anterior, Lula tinha 46% e Flávio, 44%.

Debate

O programa da Globo está marcado para 1º de outubro, a três dias da votação. A participação de Lula vinha sendo avaliada pela campanha petista, que chegou a reservar os dias 30 de setembro e 1º de outubro para uma eventual participação do presidente.

Com a confirmação de Flávio, o debate deverá concentrar a reta final da campanha presidencial antes do primeiro turno. O eleitorado irá às urnas no domingo (4) para escolher presidente, governador, senador e deputados.