Policiais detêm advogada após confronto verbal durante abordagem na Capital

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Caso foi registrado na Depac/Cepol (Foto: Divulgação)

Caso ocorreu na madrugada desta quarta-feira, no bairro São Francisco, em Campo Grande

Uma abordagem policial iniciada após um homem ser visto saindo pela janela de um imóvel terminou com uma advogada presa por desacato, na madrugada desta quarta-feira (30), em Campo Grande. Segundo o registro da ocorrência, a mulher de 42 anos, teria interferido na ação dos policiais, discutido com a equipe e se identificado inicialmente como integrante de uma promotoria do Ministério Público.

O caso aconteceu por volta de 0h10, no cruzamento das ruas Pernambuco e Padre João Crippa, no bairro São Francisco. De acordo com o boletim, uma equipe da Polícia Militar seguia para outra ocorrência quando percebeu um homem pulando pela janela de um imóvel que estava anunciado para venda e aluguel.

Os policiais fizeram a abordagem e, conforme o registro, o homem afirmou que havia entrado no imóvel para guardar alguns pertences pessoais. Uma pessoa que fazia a vigilância da região informou à equipe que havia passado pelo endereço poucos minutos antes e que a casa estava fechada.

Durante a ocorrência, uma mulher acompanhada de outras pessoas se aproximou dos policiais e passou a questionar o homem sobre o motivo de ele estar no imóvel. Segundo o boletim, ela teria pedido que um familiar entrasse na residência para retirar os pertences mencionados pelo abordado.

Ainda conforme o registro, durante a conferência dos objetos foram encontrados uma faca de serra e parte de um alicate. A equipe afirma que pediu várias vezes para que a mulher se afastasse e não mexesse nos pertences, mas que ela continuou acompanhando a revista e fazendo questionamentos aos policiais.

Os militares também relataram que a mulher teria entregue os objetos ao homem antes da conclusão da checagem policial. A consulta ao sistema, segundo a PM, não apontou mandado de prisão contra ele.

Discussão com policiais

Após a abordagem, a mulher teria questionado os procedimentos adotados pelos militares e afirmado que poderia acompanhar a ação daquela maneira. Segundo o boletim, ela também começou a filmar os policiais e exigiu a identificação funcional dos integrantes da equipe.

Ainda de acordo com o registro, a mulher afirmou inicialmente que fazia parte da 24ª Promotoria do Ministério Público. Depois, apresentou uma carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e informou que era advogada e estaria atuando no exercício da profissão.

O boletim relata que, durante a discussão, ela teria afirmado que os policiais estavam errados em alguns procedimentos e continuado a questionar a atuação da equipe. A mulher também teria dito que estava gravando a ocorrência desde o início.

A PM informou que, diante da situação, acionou uma equipe do Comando de Força Patrulha para acompanhar o atendimento.

Enquanto aguardavam o reforço, os policiais verificaram novamente o imóvel e constataram, segundo o registro, que a janela pela qual o homem havia saído estava com a trava danificada. A equipe não conseguiu esclarecer naquele momento se o dano havia sido causado durante a entrada no imóvel.

Com a chegada do reforço, os policiais relataram novamente a situação ao comandante da equipe. Segundo o boletim, os militares confirmaram que consideravam ter ocorrido desacato e foi dada voz de prisão à mulher.

Encaminhamento

Conforme o registro policial, a mulher inicialmente se recusou a entregar o celular para acompanhamento da ocorrência, mas posteriormente entregou o aparelho ao marido, que estava no local.

Ela foi conduzida e na delegacia, foi oferecida a possibilidade de solicitar a presença de representantes da OAB, conforme registrado no boletim. O caso foi apresentado à autoridade policial para as providências cabíveis.

A ocorrência foi registrada como desacato e obstrução da atividade policial, segundo o relato dos militares. A versão apresentada pela mulher e eventuais registros feitos pelo celular poderão ser considerados na apuração do caso.