Assessor de deputado e candidato à reeleição é preso com carro cheio da grana para comprar votos

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Foto: Enviada ao Enfoque MS

Mais um esquema de compra de votos foi descoberto pela polícia em Mato Grosso do Sul. O novo caso foi registrado na noite de quarta-feira (30) e o autor é um conhecido assessor de um deputado estadual e candidato à reeleição.

Conforme o boletim de ocorrência, ele foi surpreendido por uma equipe da Polícia Militar em Japorã com impressionantes R$ 127 mil em dinheiro de papel, devidamente embalados em 10 pacotes e prontos para serem distribuídos aos eleitores.

A investigação revela que a compra de votos aconteceria nas cidades de Mundo Novo, Japorã, Eldorado e Iguatemi. Também foram apreendidos milhares de santinhos do candidato, que seriam usados como ‘cola’ no dia da eleição.

Polícia desconfiou por ser uma rota do tráfico

O flagrante aconteceu porque o assessor estava seguindo em atitude suspeita, em alta velocidade, com o seu veículo T-Cross. A estrada é conhecida por ser rota do tráfico e do contrabando.

A equipe policial que fazia rondas na região ministrou a ordem de parada obrigatória, atendida pelo condutor. Durante a revista no veículo, foram encontrados pacotes contendo cédulas de R$ 50 e R$ 100 e materiais de propaganda eleitoral.

Um dos pacotes foi aberto, sendo constatada a quantia de R$ 14 mil em cédulas. Questionado, o condutor afirmou acreditar que os demais pacotes totalizariam entre R$ 60 mil e R$ 100 mil.

Interrogado sobre os fatos, o autor detalhou que estava retornando de Campo Grande para Mundo Novo, onde reside.

Tentou comprar os policiais para não ser preso

Ele negou que o montante era para comprar votos, propriamente dito, mas não soube explicar, com clareza, qual seria a finalidade do recurso e nem mesmo a sua origem. Ao receber a voz de prisão, tentou subornar os militares oferecendo R$ 5 mil.

Com isso, foi preso pelo crime de dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita.