
Urnas têm bateria com autonomia de até 12 horas e tribunal acompanha ocorrências em Campo Grande e no interior
A chuva registrada em Campo Grande e em municípios do interior de Mato Grosso do Sul não impede a votação neste domingo (4), segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). O tribunal informou que acompanha as ocorrências relacionadas ao clima e a interrupções no fornecimento de energia e mantém equipes de contingência para garantir o funcionamento das seções eleitorais.
Em Campo Grande, houve relatos pontuais de falta de energia em locais de votação. A Energisa foi comunicada e, conforme o TRE-MS, equipes da concessionária foram mobilizadas para atuar nos pontos afetados.
Mesmo sem energia elétrica, as urnas eletrônicas podem continuar funcionando graças à bateria interna, que tem autonomia aproximada de 12 horas. Com isso, a interrupção no fornecimento não significa, por si só, a suspensão da votação.
“O TRE-MS está acompanhando as ocorrências e adotando os procedimentos de contingência previstos para garantir que a votação ocorra normalmente”, informou o tribunal.
Entre os locais onde houve relatos de falta de energia em Campo Grande estão a Escola Municipal Plínio Barbosa Martins, no Jardim Macaúbas, e a Escola Municipal Oliva Enciso, no Tiradentes. Em uma imagem encaminhada à reportagem, eleitores aparecem em um corredor com iluminação reduzida.
Chuva também atinge cidades do interior
Além da Capital, problemas no fornecimento de energia foram informados em Jateí e no distrito de Nova Esperança, Iguatemi, Ponta Porã, Dourados, Angélica, Bataguassu e Brasilândia.
Também houve registros no distrito de Fala Verdade, em Corguinho, e no Assentamento Mutum, em Ribas do Rio Pardo. A concessionária de energia foi acionada para atuar nos locais afetados.
Apesar das ocorrências, o TRE-MS informou que não havia, até o momento, indicação de que as condições climáticas impedissem o exercício do voto.
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Dez ocorrências com urnas
Até as 8h deste domingo, dez ocorrências envolvendo urnas eletrônicas haviam sido registradas em sete municípios de Mato Grosso do Sul.
Em Campo Grande, houve problemas relacionados à bateria e à impressão de uma urna. Em um dos casos, a solução foi a troca da bateria; em outro, a substituição da bobina de impressão. Uma terceira ocorrência foi resolvida com o uso da bateria interna do equipamento.
Dourados registrou dois casos, solucionados com ajuste na mídia de votação e reinicialização do equipamento. Em Costa Rica, uma urna precisou ser substituída após apresentar falha no visor do terminal do eleitor.
Também foram registrados problemas em Cassilândia, Miranda, Naviraí e Bodoquena, resolvidos com procedimentos como reinicialização, ajuste na mídia de votação e troca de equipamento.
Até aquele momento, apenas uma urna havia sido substituída em todo o estado.
Horário da votação
Em Mato Grosso do Sul, a votação ocorre das 7h às 16h, no horário local, que corresponde às 8h às 17h no horário de Brasília. Quem estiver na fila às 16h terá direito a votar.
Neste primeiro turno, o eleitor fará seis escolhas, nesta ordem: deputado federal, deputado estadual, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente da República.
Para o Senado, são dois votos porque Mato Grosso do Sul tem duas vagas em disputa. Os dois candidatos mais votados serão eleitos.
Para votar, é necessário apresentar um documento oficial com foto. Eleitores que possuem biometria cadastrada e foto disponível no aplicativo também podem utilizar o e-Título como documento de identificação.
A Justiça Eleitoral recomenda ainda que o eleitor leve uma colinha com os números dos candidatos. O celular não pode ser levado para a cabine de votação.
Se houver segundo turno, marcado para 25 de outubro, o horário seguirá a mesma referência nacional estabelecida pela Justiça Eleitoral.













