Número de pessoas desocupadas caiu de 22 mil para 16 mil em um ano e taxa passou de 4,3% para 3,1%
O mercado de trabalho de Campo Grande terminou o segundo trimestre de 2026 com menos pessoas procurando emprego e uma das menores taxas de desocupação entre as capitais brasileiras. O número de desempregados caiu de cerca de 22 mil para 16 mil em um ano, enquanto a taxa recuou de 4,3% para 3,1%, segundo dados da PNAD Contínua.
Com o resultado, Campo Grande ficou na terceira posição entre as capitais com menor taxa de desocupação no período, atrás apenas de Cuiabá, que registrou 2,3%, e Palmas, com 2,6%. A média nacional foi de 5,4%.
A redução do desemprego também foi acompanhada pela queda da subutilização da força de trabalho, indicador que inclui pessoas que trabalham menos horas do que poderiam, além de outras situações de aproveitamento insuficiente da mão de obra. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a taxa caiu de 8,2% para 5,1%.
Em números absolutos, o contingente de pessoas subutilizadas recuou de aproximadamente 43 mil para 26 mil no período, uma redução de 17 mil pessoas.
Emprego formal também avança
Os dados do mercado formal reforçam o cenário de melhora na ocupação. Entre janeiro e agosto de 2026, Campo Grande acumulou saldo positivo de 3.772 empregos com carteira assinada, segundo o Novo Caged.
No período, foram registradas 101.430 admissões e 97.658 desligamentos. O setor de serviços foi responsável pela maior parte do saldo positivo, com 2.617 novas vagas, seguido pela construção civil, que abriu 1.357 postos.
Também tiveram saldo positivo a agropecuária, com 251 vagas, e a indústria, com 181. O comércio foi o único entre os principais setores a apresentar resultado negativo no acumulado, com saldo de menos 634 postos.
Com a movimentação, Campo Grande chegou a 236.926 vínculos formais ativos em agosto. O estoque representa crescimento de 23,36% em relação a dezembro de 2019, período usado como referência anterior à pandemia, com 44.871 empregos formais a mais.
Serviços concentram maior número de empregos
Os serviços continuam como o principal setor empregador da Capital. Em agosto, eram 125.936 vínculos formais ativos na atividade.
O comércio aparecia na sequência, com 59.816 postos, enquanto a construção civil ampliou sua participação na geração de empregos ao longo de 2026.
O desempenho dos setores ajuda a explicar a combinação observada nos indicadores: ao mesmo tempo em que diminuiu o número de pessoas desocupadas, a cidade ampliou a quantidade de vínculos formais.
Para a prefeita Adriane Lopes, os números refletem um período de fortalecimento da economia municipal e de ampliação das oportunidades de trabalho. “Campo Grande vive um momento importante de fortalecimento da sua economia. A redução do desemprego e o crescimento do emprego formal mostram que nossa Capital está criando mais oportunidades para as famílias”, afirmou.
Segundo a prefeita, a administração pretende manter ações voltadas ao ambiente de negócios, à atração de investimentos e à geração de oportunidades.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana, Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, também destacou a participação dos serviços e da construção civil no desempenho do mercado de trabalho. “Os números mostram uma economia municipal dinâmica e com capacidade de gerar oportunidades. Temos serviços e construção civil como importantes motores da geração de empregos”, disse.
Os dados mais recentes colocam Campo Grande entre as capitais brasileiras com menor desocupação. O resultado ocorre em um cenário no qual Mato Grosso do Sul também aparece entre os estados com as menores taxas de desemprego do país, com 2,7% no segundo trimestre de 2026, segundo a PNAD Contínua.












