10/07/2019 14h39
Por: Assessoria
A criação de Unidade de Atendimento Pediátrico em Campo Grande foi debatida na manhã desta quarta-feira (10), durante Audiência Pública na Câmara Municipal. A discussão foi proposta pelo vereador Junior Longo e convocada pela Comissão Permanente de Saúde da Casa de Leis. Uma das proposições é que além das unidades de saúde, a população possa dispor de um local específico onde terá a certeza de encontrar especialistas e já realizar os exames que necessita para atendimento da criança. Representantes das secretarias municipal e estadual de Saúde, Conselho de Saúde, Ministério Público, pediatras, mães e pais participaram da discussão com os vereadores.
O drama do número insuficiente de pediatras para fechar as escalas nas Unidades de Pronto Atendimento Médico (UPAs) faz com que pais e mães tenham de percorrer unidades de diferentes regiões em busca de especialistas. O vereador Junior Longo ressaltou a importância de uma solução a curto prazo para que os pacientes não tenham de passar por tantos transtornos. “Queremos levantar essa discussão. Não queremos deixar de ter pediatras nas unidades, mas saber que a população poderá contar com um local especializado para esse atendimento, com especialistas e estrutura para exames necessários”, afirmou.
Hoje, como foi confirmado pela Sesau, a UPA do bairro Coronel Antonino, na região norte de Campo Grande, é a que tem as escalas mais completas da pediatria. Porém, algumas falhas ainda ocorrem, a exemplo do domingo à tarde, quando geralmente não há especialistas no local. Longo falou da dificuldade de pais deslocarem-se até essa UPA, distante de muitos bairros da cidade, e propôs que, ao menos, haja uma outra Unidade como referência com escala completa em outro ponto da cidade.
“Não podemos deixar como está. Defendo a instalação de um lugar, onde a criança terá os especialistas, o acolhimento e atendimento diferenciado. Precisaríamos na rede de 800 pediatras na estrutura atual. Não vamos chegar a isso. Por isso, temos que direcionar para evitar pais rodando pela cidade em busca de atendimento”, disse vereador Junior Longo.
Essa dificuldade já foi enfrentada por Michele Aparecida Oliveira, quando a filha de 5 anos teve convulsões enquanto estava com febre. “Passei por três unidades e tive de esperar das 11h às 17h no Coronel Antonino para febre baixar. Se não tivesse carro, imagino que poderia ter acontecido. E o pai que depende de ônibus, chega onde pediatra está escalado e não consegue atendimento? Ficaria mais segura de saber que ia até um lugar onde poderia encontrar esse profissional”, disse. Luise Arruda Araújo Silva também passou por esse drama quando não encontrou pediatra na UPA da Vila Almeida e retornou para casa sem que a filha passasse por especialista. “Se tivermos Centro Especializado, esse cuidado será mais minucioso”, afirmou.





















