Morto pela PM em ocorrência de violência doméstica era ‘bandidão de carreira’

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Viatura da PM no local da ocorrência (Foto: Enviada ao Enfoque MS)

O homem de 31 anos morto em uma ocorrência policial na manhã desse sábado (10), em Campo Grande, acumulava uma longa ficha criminal, inclusive por violência doméstica. Além disso, cumpria pena no regime aberto e fazia uso da tornozeleira eletrônica.

As autoridades apontaram que o sujeito tem passagens conhecidas desde 2014 em crimes diversos, como direção veicular sem habilitação, tráfico de drogas, furto qualificado, receptação e lesão corporal no contexto de violência doméstica.

A última vez que foi detido aconteceu no mês de fevereiro deste ano, por lesão corporal culposa. O bandido foi morto durante resistência a abordagem policial, em um apartamento situado na Rua Cascais, no bairro Jardim Morenão, após agredir a esposa.

Conforme a polícia, as filhas da vítima acionaram as autoridades mediante agressões sofridas pela mulher, especialmente no rosto. Antes da violência doméstica, o casal tinha consumido bebidas alcoólicas e drogas desde a noite passada.

A briga do casal ocorreu no momento que o homem anunciou para a companheira que iria sair com amigos, já na madrugada desse sábado, mas ela o impediu, pois desconfiava que iria praticar roubos.

A discussão evoluiu para vias de fato, e a mulher acabou agredida com socos, especialmente no rosto. Ela chegou a buscar ajuda na casa de uma das filhas, em outro bairro, mas ao retornar para o seu apartamento, foi novamente confrontada pelo marido.

Foi nesse momento que a polícia chegou ao local, informada pelo 190 que a mulher estava sendo agredida e o autor usava uma faca para ameaçar. Quando a equipe se aproximou do apartamento, houve resistência e investida dele.

Inicialmente, os militares usaram uma arma de choque elétrico para impedir o avanço do sujeito, mas ele não parou. Dessa forma, um dos policiais atirou com a arma de fogo contra o peito do agressor, que não resistiu e morreu ainda no local.

A vítima da agressão recusou o atendimento do Corpo de Bombeiros, ficando aos cuidados de sua filha. A Delegacia Especializada no Atendimento À Mulher (DEAM) foi acionada e investiga o caso.