R$ 496 mil chegam da União: o que a Campo Grande fará com o dinheiro?

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Prefeita Adriane Lopes em coletiva (Foto: Reprodução)

A União autorizou o repasse de R$ 496.456,89 à Prefeitura de Campo Grande para ações de Resposta e Proteção e Defesa Civil. A liberação ocorre após o município reconhecer a situação de emergência provocada pelo temporal de setembro, que, na estimativa da CDL Campo Grande, causou prejuízo acumulado de R$ 25 milhões ao varejo da capital.

A autorização foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (19), pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. O valor será pago em parcela única e deve ser usado apenas nas ações previstas no pedido registrado pela prefeitura no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres. O prazo para execução é de 180 dias, contado a partir da publicação. Depois disso, o município tem até 30 dias para prestar contas.

Para a CDL Campo Grande, o valor fica abaixo do necessário diante do tamanho do prejuízo, mas pode ter efeito prático se for aplicado no que evita novos desastres. A entidade acompanha o tema desde o temporal e defende que a falta de zeladoria urbana, com árvores doentes e sem poda preventiva, está entre os fatores que agravam os danos a cada chuva forte.

“O recurso é menor do que o comércio perdeu, e todos sabemos disso. Mas ele chega em boa hora se for usado onde a cidade mais precisa: poda preventiva, limpeza de vias e drenagem. Cada galho que cai na rede de energia traz prejuízo. Se o dinheiro for para prevenção, a cidade chega mais preparada à próxima tempestade”, afirma o presidente da CDL Campo Grande, Adelaido Figueiredo.

Com prazo de 180 dias, a execução das ações vai coincidir com o período de chuvas mais fortes na capital. Por isso, a CDL defende que a prefeitura informe publicamente como o dinheiro será aplicado e apresente um cronograma de serviços.

“O lojista quer transparência. Precisamos saber onde o recurso será usado, em quais regiões e em que prazo. Poda e manutenção não podem esperar o próximo estrago. A CDL está à disposição para ajudar no diálogo e levar ao poder público a visão de quem sente o impacto no caixa”, destaca Adelaido.