Receita Federal libera hoje consulta a lote residual do Imposto de Renda

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Pagamento do novo lote será realizado no dia 30 de outubro (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

Consulta começa às 9h e contempla 184,4 mil restituições, que somam R$ 531,6 milhões; pagamento será feito em 30 de outubro

Contribuintes que aguardavam a regularização da restituição do Imposto de Renda já podem verificar se estão entre os contemplados no novo lote residual da Receita Federal. A consulta será liberada nesta sexta-feira (23), a partir das 8h (horário de MS), e inclui declarações que ficaram retidas na malha fina, mas tiveram as pendências resolvidas, além de documentos enviados fora do prazo e valores residuais de anos anteriores.

Ao todo, serão contempladas 184.442 restituições, com valor total de R$ 531,6 milhões. O dinheiro será depositado nas contas dos contribuintes ao longo do dia 30 de outubro.

A consulta pode ser feita pela internet, no portal da Receita Federal. O serviço permite verificar se a restituição foi incluída no lote e consultar informações sobre o pagamento.

Como consultar a restituição do Imposto de Renda

O contribuinte deve acessar o site oficial da Receita Federal e seguir estes passos:

  1. Entre no portal Meu Imposto de Renda.
  2. Selecione a opção “Consultar a Restituição”.
  3. Informe o CPF, a data de nascimento e o ano da declaração.
  4. Confira se a restituição foi liberada.

A consulta também pode ser feita pelo aplicativo oficial da Receita Federal, disponível para celulares e tablets.

Quem quiser verificar detalhes do processamento da declaração pode acessar o extrato pelo Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC), utilizando uma conta gov.br com nível prata ou ouro.

Quem tem prioridade no pagamento

Do total previsto para este lote, R$ 293,4 milhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal. A distribuição contempla idosos, pessoas com deficiência ou doenças graves e profissionais cuja principal fonte de renda seja o magistério.

Veja como ficam as prioridades:

  • Idosos com mais de 80 anos: 5.424 restituições;
  • Idosos entre 60 e 79 anos: 27.948;
  • Pessoas com deficiência física ou mental ou com doença grave: 4.047;
  • Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério: 8.827.

O lote também inclui 121.531 restituições de contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida e/ou escolheram receber o dinheiro por Pix. Outros 16.665 pagamentos serão destinados a contribuintes sem prioridade legal.

O que fazer se a declaração estiver na malha fina

Quem não aparecer na lista de restituições deve verificar a situação da declaração no serviço “Meu Imposto de Renda”. Se houver alguma pendência, o sistema apresenta a indicação “Com Pendência” e permite consultar o motivo da retenção.

Entre as causas mais comuns estão a omissão de rendimentos, inclusive de dependentes, erros nos valores de despesas médicas e a inclusão de gastos que não podem ser deduzidos.

Se identificar informações incorretas, o contribuinte pode enviar uma declaração retificadora pela internet, sem precisar comparecer pessoalmente a uma unidade da Receita Federal.

A regularização das informações, no entanto, não significa que o pagamento será feito imediatamente. É necessário aguardar o processamento da declaração e a inclusão em um lote de restituição.

Como será feito o pagamento

O crédito será depositado em conta bancária de titularidade do contribuinte ou por meio da modalidade de pagamento indicada na declaração, conforme as regras da Receita Federal.

Se o depósito não for realizado por problemas nos dados bancários, o valor ficará disponível para reagendamento pelo Banco do Brasil. O contribuinte poderá consultar as orientações no portal bb.com.br/irpf.

Caso a restituição não seja resgatada no prazo de um ano, será necessário solicitar o pagamento pelo portal e-CAC, no serviço destinado a restituições não resgatadas na rede bancária.

A Receita Federal recomenda que os contribuintes utilizem apenas os canais oficiais para consultar a situação da declaração e evitem fornecer dados pessoais em páginas não verificadas.