Jovem é degolado durante tribunal do crime no Centro Oeste

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Ele já havia sido resgatado durante outro tribunal do PCC

29/07/2019 16h45
Por: Redação

Um jovem de 27 anos, identificado como Bruno Schon Pacheco, foi encontrado morto em uma área de vegetação no Jardim Centro Oeste, que fica no final da rua Maria de Lourdes Vieira de Matos. De acordo com levantamentos policiais da equipe da Polícia Militar que o encontrou no local, ele foi degolado.

Bruno já havia sido resgatado pela polícia no início deste mês, no Jardim Tijuca, depois de ser sequestrado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), durante outro tribunal do crime por dever mensalidades à facção criminosa.

Testemunhas viram um carro preto desovando o rapaz no lugar onde ele foi encontrado, no entanto, segundo informações da polícia, ele teria sido morto no local. O delegado Jarley Inácio de Souza, da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Piratininga, informou qu enão há sinal de luta, nem no corpo, nem no local do crime, por isso acredita que o crime tenha ocorrido no local. O corpo estava de barriga para baixo e o rosto ensanguentado.

Ainda conforme a polícia, os suspeitos tentaram decapitar o rapaz, mas desistiram e acabaram deixando o corpo no local. O jovem não teria reagido em nenhum momento, ajoelhou e foi delegado, conforme apontam as investigações. Ainda não foi descartado que os criminosos possam ter gravado a execução.

Bruno teria sido sequestrado por volta das 17h do último dia 2 de julho por dever mensalidades a facção criminosa. Jackson Patrick da Costa de 26 anos, conhecido como ‘Charada do PCC’, levou o rapaz do bairro Planalto até o Tijuca, em carro de um motorista de aplicativo. ‘Charada do PCC’ disse à vítima que iriam fazer a sua desfiliação da facção.

No entanto, Bruno contou aos policiais não acreditar no ‘irmão’ sabendo já que seria assassinado depois de passar pelo tribunal do crime.

A polícia chegou até a casa depois de uma denúncia anônima. Quando os militares entraram na residência e fizeram uma varredura encontraram Bruno, que confirmou estar passando por julgamento e esperando o veredito. Informações passadas pela polícia são de que Bruno devia várias mensalidades a facção – a mensalidade do PCC é de R$ 485 por mês.

(Leonardo de França/Midiamax)