Empresário vira réu por crime de ódio ao dizer que bateria em negros e gays na eleição passada

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Conteúdo foi postado no Facebook do empresário, apoiador do presidente Jair Bolsonaro.

30/08/2019 15h23
Por: Alan Diógenes

Após denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), um empresário de 34 anos virou réu por crime de ódio, durante episódio em postagens na Internet, na época das eleições para presidente da República. Apoiador de Jair Bolsonaro, na rede social Facebook, Rafael Brandão Scaquetti Tavares, publicou que “caso o presidente vencesse as eleições, pegaria um caibro e bateria em negros, gays, índios e japoneses.

Consta na denúncia que, após um internauta, supostamente contrário ao presidente Jair Bolsonaro, começar a seguir Rafael na rede social, viu o mesmo relatar que quando pegou uma mulher furtando mandioca em sua plantação, tomou posse de um caibro e agrediu a autora. Ele fez a publicação para defender o presidente de outros internautas que alegavam que Bolsonaro era incentivador de violência.

Foi na mesma publicação que Rafael escreveu que se o presidente fosse eleito, iria bater em negros, gays, japoneses e índios.

Alguns entenderam em tom de brincadeira, até mesmo o acusado disse que era uma brincadeira. Mas, o MPMS não aceitou a justificativa alegando que não havia imagens de risadas ou outros elementos para mostrar que se tratava de ironia.

Sobre o caso, o promotor de Justiça Eduardo Franco Cândia disse: ”Desta forma, tendo o comentário atingido uma coletividade extensa e indeterminada, há a possibilidade de pessoas terem interpretado o referido comentário de forma literal, se sentindo encorajadas a praticar tais atos ou ameaçadas pelas declarações e incitações feitas, como é o caso da que fez a denúncia na Ouvidoria a qual deu causa à abertura do presente Inquérito”.

Esse é o primeiro crime de ódio processado em Mato Grosso do Sul. O processo está na fase inicial, onde o acusado e testemunhas são convocados para futura audiência de instrução, que correrá na 2ª Vara Criminal de Campo Grande.

Foto Ilustrativa

Foto: Reprodução Facebook

Print da postagem. (Foto: Reprodução site TJMS)