Cesta básica sofre variação na Capital novamente e fica R$ 11,13 mais barata

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04/10/2019 15h46
Por: Redação

Passados nove meses de 2019, a pesquisa da cesta básica realizada mensalmente pelo DIEESE em Campo Grande registrou nova retração de preços – a quinta no ano. Com custo de R$ 396,98, a nova queda – terceira consecutiva -, foi de (-2,73%) e significou uma economia de R$ 11,13 em relação ao valor utilizado para aquisição dos itens alimentícios no mês de Agosto.

O preço médio de uma cesta ao longo destes três trimestres foi de R$ 430,11. A variação acumulada no período de Janeiro a Setembro de 2019 também foi negativa (-6,12%), mas é positiva quando comparamos Setembro de 2018 e 2019 (3,44%). Em Setembro de 2018, a cesta básica para um indivíduo na capital de Mato Grosso do Sul custava R$ 383,77, uma diferença de R$ 13,21 em relação à cesta atual.

Acompanhando a tendência de queda no custo individual, o valor da cesta familiar – usada para atender uma família composta por dois adultos e duas crianças -, apresentou custo de R$ 1.190,94, uma redução de R$ 33,39 na comparação com o mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a diferença foi de R$ 39,63 para o trabalhador que ganha um salário mínimo. Já o valor médio para aquisição da cesta familiar no período de nove meses deste ano foi de R$ 1.290,33.

O custo da cesta familiar apresentou uma equivalência de 1,19 vezes o salário mínimo bruto, uma discreta redução de 0,04 p.p. na comparação com Agosto. Já o nível de comprometimento do salário mínimo líquido2 para aquisição de uma cesta básica teve redução em 1,21 p.p., uma vez que o percentual foi de 43,24% em setembro. Para o conjunto de trabalhadores que recebem um salário mínimo, a jornada de trabalho necessária para adquirir uma cesta básica diminuiu 2 horas e 27 minutos em relação à Agosto, pois que foi de 87 horas e 31 minutos.

No mês que encerra o terceiro trimestre do ano, foram registradas três altas de preço, a saber: Óleo de soja (6,04%), Banana (1,95%) e Farinha de trigo (0,50%). Em 12 meses, porém, o preço do óleo não teve variação de preços (0,0%), a fruta variou 21,38% e a farinha teve queda (-6,26%). O preço médio do óleo de soja passou de R$ 3,03 para R$ 3,22 em um mês. Entre os itens que registraram redução de preços temos a Batata (-15,71%), o Feijão carioquinha (-11,78%), o Tomate (-7,26%), a Manteiga (-2,89%), o Açúcar do tipo cristal (-2,65%), o Leite de caixinha (-2,01%), a Carne bovina (-1,38%), o Arroz (-1,08%), o Café em pó (-1,04%) e o Pãozinho francês (-0,53%). 2 – O rendimento líquido para um salário de R$ 954,00, valor estabelecido para 2018, foi de R$ 877,68 – número obtido ao descontar 8% para a Previdência.

Para o ano de 2019, com o salário estabelecido em R$ 998,00, o rendimento líquido é de R$ 918,16. Em 12 meses, as altas mais expressivas foram de Batata (91,56%), Feijão (50,46%), Banana (21,38%) e Tomate (12,85%). As retrações foram observadas nos preços do Leite (-19,25%), do Café (-15,91%) e da Farinha de trigo (-6,26%).

Assessoria.

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