Automedicação para aliviar mal-estar esconde riscos graves à saúde

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Prática é bastante comum entre os brasileiros

26/10/2019 08h33
Por: Da redação com informações da Unimed CG

Basta uma dor de cabeça, um incômodo no estômago, febre ou um resfriado e muitas pessoas vão logo tomando um remédio guardado no armário de casa ou acabam comprando na farmácia mais próxima, sem receita médica.

A automedicação, um hábito bastante comum entre as pessoas, pode parecer a solução mais rápida para o alívio de mal-estar ou de alguma indisposição, mas, na verdade, pode trazer consequências gravíssimas para a saúde.

A falta de conhecimento sobre um medicamento pode acarretar no uso de substâncias que causam alergia, com algumas reações graves, que podem levar até mesmo à morte.

Uma pesquisa divulgada no primeiro semestre deste ano apontou Mato Grosso do Sul entre os estados que mais faz o uso indevido de medicamentos no Brasil. Conforme a pesquisa do Datafolha, encomendada pelo Conselho Federal de Farmácia, o Centro-Oeste lidera o ranking entre as regiões do país, onde cerca de 80% usam os remédios por conta própria, sem orientação de um profissional da saúde.

Um dos principais problemas causados pela automedicação, segundo a Dra. Paula Oliveira Santiago, especialista em Clínica Médica da Unimed Campo Grande, é a intoxicação, que pode ser caracterizada por batimentos cardíacos acelerados ou mais lentos, aumento ou queda da pressão arterial, suor intenso, vermelhidão ou ferimentos na pele, alterações visuais, falta de ar, vômito, diarreia, dor abdominal, sonolência, delírios, etc.

“O uso de medicamento sem prescrição médica pode trazer danos graves à saúde, sendo o principal deles, a intoxicação. Entre os remédios mais comuns usados desta forma, estão os anti-inflamatórios, os inibidores da bomba de prótons, utilizados para dores estomacais, e os analgésicos, entre eles o dipirona e paracetamol, além de soros nasais”, detalha a especialista.

A especialista alerta que, apesar de habilitados para prescrever algumas medicações, os farmacêuticos não podem vender antibióticos, receitas especiais (tarja azul) ou controladas (tarja preta) sem a prescrição médica.
“Infelizmente, muitos destes medicamentos são vendidos em diversas farmácias, sem prescrição médica, colocando em risco a vida das pessoas”, pontua.

Portanto, fique atento aos perigos da automedicação. Procure sempre uma orientação médica e evite assim passar por complicações na sua saúde.

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