Pedido de prisão domiciliar para Jamil Name é negado

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A defesa alega problemas de saúde e também a idade do réu que é de 80 anos

26/10/2019 12h09
Por: Da redação

A juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, da 4ª Vara Criminal de Campo Grande, negou o pedido de prisão domiciliar ao empresário Jamil Name de 80 anos, principal alvo da operação Omertà, deflagrada no dia 27 de setembro. Essa é a terceira vez que a defesa tenta converter a prisão preventiva em domiciliar.

A defesa alega o estada frágil de saúde bem como a idade avançada de Jamil Name. “O requerente é pessoa idosa, com 80 anos de idade, e seu estado de saúde é grave, pois é portador de várias doenças, que inspira cuidados e atenção frequente”, alega a defesa.

Apesar dos laudos médicos anexados, a juíza pondera que não há nos autos comprovação de que Name esteja extremamente debilitado em decorrência das doenças apontadas, e nem que o tratamento necessário seja inviável no estabelecimento prisional.

Até o momento, Name cumpre a prisão preventiva na penitenciária federal de Campo Grande, mas deverá ser transferido em breve para a unidade em Mossoró (Rio Grande do Norte).

A decisão da juíza também leva em conta o poder financeiro do empresário e a gravidade das acusações. “Outrossim, extrai-se dos documentos que instruem a denúncia apresentada em desfavor do requerente, a criação de uma organização criminosa com a finalidade de praticar diversos homicídios pelas variadas motivações, considerada pelo Ministério Público uma verdadeira milícia privada, da qual supostamente faz parte o requerente, apontado inclusive com principal líder, havendo indícios inclusive de ter orquestrado e determinado execuções de Ilson Martins Figueiredo, Orlando da Silva Fernandes e Matheus Coutinho Xavier”.

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