Prefeitura amplia o monitoramento ambiental de chuvas

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16/06/2015 15h30

Prefeitura amplia o monitoramento ambiental de chuvas

A preocupação com desastres naturais, como fortes chuvas que ocasionam enchentes e alagamentos, fez com que a Prefeitura Municipal de Campo Grande, por intermédio do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Planurb), ampliasse a rede de monitoramento ao adquirir 40 sensores de chuva, que serão instalados até final de agosto e somados aos 12 já existentes.

O sistema, agora ampliado, integrará 52 Plataformas de Coletas de Dados (PCDs ou Olloggers) e já é utilizado pela Defesa Civil do município desde 2013 com a tecnologia do Software Infosan, desenvolvido pela Optimale.

Os Olloggers custam em média 15 mil reais e são sensores que fazem o acompanhamento do nível da água nos córregos e nos canais de drenagem urbana. Com a coleta dos dados nos diversos sensores o Infosan analisa as informações de drenagem urbana em tempo real. Com o imediatismo que a tecnologia possibilita algumas estratégias de gestão e intervenções podem ser tomadas em curto prazo evitando desastres, já que os dados ficam disponíveis online e atualizados a todo segundo.

As estações de monitoramento serão instaladas em diversas escolas municipais e em pontos estratégicos próximos aos córregos da cidade. Para garantir a coleta de dados diversificados de acordo com as diferentes realidades no perímetro urbano os sensores estarão em cada uma das 50 microbacias de Campo Grande.

Os pontos com coloração verde representam os locais de instalação dos PCDs.

Bacias Hidrográficas

O município de Campo Grande tem ao todo 11 bacias hidrográficas. Para ampliar a precisão o Instituto Municipal de Planejamento Urbano elaborou um trabalho de subdivisão das atuais bacias em 50 microbacias. Estas delimitações mais detalhadas serão utilizadas como unidades de planejamento para as ações de uso e ocupação do solo e de todo planejamento territorial.

A Política Nacional de Recursos Hídricos já prevê as bacias hidrográficas como a principal unidade de planejamento dos municípios, demonstrando que toda gestão deve se guiar, inicialmente, pelos cursos d’água.

“É preciso extrapolar os estudos para as microbacias, pois a cidade é diferente e plural, o impacto da chuva é variável nos diversos pontos de acordo com a ocupação do local, tipo de solo, vegetação, declividade e demais particularidades”, detalha Marcos Cristaldo, diretor-presidente do Planurb e coordenador do projeto.

Prevendo Soluções

A tecnologia Infosan também possibilita que o planejamento integrado seja feito através de modelos de simulação que conseguem fazer previsões e estimativas do impacto de intervenções como novos empreendimentos podem gerar no meio ambiente, de acordo com a região da cidade onde será efetuado.

É possível determinar uma estimativa de vazão com base nos dados fornecidos pelos sensores que geram dados no momento da chuva, demonstrando sua intensidade em cada um dos pontos onde estão instalados os sensores.

“Não vi cidades que façam dessa forma, é uma iniciativa muito inovadora no Brasil”, destacou o Prof. Dr. Peter Cheung, desenvolvedor do Infosan, explicando que em outros municípios é muito comum que utilizem dados históricos, mas poucos tem a tecnologia de dados em tempo real, e nenhum dessa forma inovadora.

Fonte/Portal de Notícias da PMCG

Foto:Gerson Walber