Protesto acontece contra mudanças trabalhistas que governo propõe para a classe
21/11/2019 10h04
Por: Lucas Arruda
Bancários devem protestar nesta quinta-feira (21) em Campo Grande contra a MP (Medida Provisória) que pretende aumentar a carga horária destes profissionais para 8 horas e impor o trabalho aos sábados. As principais agências bancárias devem abrir uma hora mais tarde. A MP 905/2019 assinada pelo presidente Jair Bolsonaro institui o contrato de trabalho Verde e Amarelo e é considerada a ‘nova reforma trabalhista’.
A categoria ressalta que a própria CLT (Consolidação das Leis de Trabalho) diz que os acordos coletivos têm prevalência sobre a lei. No caso dos bancários, há uma convenção coletiva em vigor.
O Sindicato de Bancários de Campo Grande e Região afirma que a medida provisória passa por cima da Convenção Coletiva de Trabalho dos Bancários quando libera a abertura das agências aos sábados e aumenta a carga horária de seis para oito horas diárias.
A presidente do sindicato, Neide Rodrigues, pontua que além do aumento da carga de trabalho, a MP ainda dispõe que a negociação da PLR (Participação em Lucros e Resultados) ocorra sem a participação das entidades sindicais. Segundo a presidente do sindicato, a categoria foi pega de surpresa.
Atualmente, o piso da categoria é de R$ 2.302 para o trabalho de seis horas por dia. A MP não define se haverá um aumento da remuneração com a mudança da carga horária, mas a presidente do sindicato diz que isso dificilmente deve ocorrer.
Nesta quinta-feira (21), as principais agências de cada banco abrem ao meio-dia. O sindicato deve convocar uma plenária para discutir questões jurídicas e planejar próximas mobilizações. Na Capital, há 2 mil bancários filiados no sindicato.





















