Unimed CG conta a história de quem teve a vida salva pela doação.
25/11/2019 14h09
Por: Redação
No dia 25 de novembro, comemora-se o Dia Nacional do Doador de Sangue. Além de ser uma forma de homenagear os doadores voluntários de sangue, a data visa também sensibilizar a população sobre a importância desse ato solidário, que ajuda a salvar muitas vidas.
Novembro foi escolhido por ser um período de estoque baixo nos bancos de sangue. A proximidade das férias, de datas comemorativas de fim de ano, carnaval e feriados prolongados torna esse dia especialmente importante para promover o ato solidário e regular a doação de sangue.
Para quem foi salva graças a uma transfusão, a data, com certeza, ganha ainda mais sentido.
Há pouco mais de sete meses, Priscila Assis Vidal, enfermeira da Unimed Campo Grande, passou por uma situação muito delicada.
Com uma alteração hormonal séria, depois de passar por um procedimento cirúrgico, a enfermeira apresentou um quadro de hemorragia muito forte, que durou vários dias.
Chegou a procurar um médico, que aumentou a dosagem do anticoncepcional. Acreditando que logo passaria, quando se deu conta da gravidade, Priscila já estava com sinais de choque hipovolêmico, também chamado choque hemorrágico, provocado pela grande perda de sangue.
“Quando percebi, já estava muito fraca, totalmente pálida, sentia muita sede e calafrios, sinais de que era algo muito sério. Então acionei minha médica e fui direto para a Maternidade Cândido Mariano, pois lá colocaríamos o DIU (tipo de contraceptivo), relembra.
Mas quando sua médica viu sua situação logo alertou que não poderiam realizar o procedimento, em razão da gravidade e da quantidade de sangue que faltava em seu organismo.
Em pouco mais de uma hora, a situação de Priscila agravou-se ainda mais e naquele momento ela sentiu que estava morrendo. Se arrastando, chamou enfermeiros e a médica de imediato a atendeu e prescreveu que tomasse três bolsas de sangue. A transfusão demorou cerca de oito horas, segundo ela.
“Quando acabou já me sentia um pouco melhor. Os exames foram feitos novamente e constataram uma melhora. Se não fosse a transfusão de sangue naquele exato momento, certamente eu não teria resistido”, explica a enfermeira.
Depois dessa experiência, Priscila que já era doadora de sangue e de medula óssea passou a enxergar a doação de sangue de uma outra forma.
“Eu sempre soube da importância de doar sangue, mas como profissional, porque a gente sabe que é preciso fazer reserva de bolsa de sangue, mas depois do que eu passei, me veio à cabeça o tanto de pacientes que já precisaram e que precisam de uma bolsa de sangue. A doação de sangue foi resinificada para mim e hoje faço questão de incentivar as pessoas a doarem, porque esse ato realmente salvas vidas e eu sou uma prova viva disso”, finaliza.
Doação
Para ser um doador é preciso atender os seguintes requisitos:
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Comparecer ao Hemosul, munido de documento oficial com foto
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Ter entre 16 e 69 anos (menores acompanhados pelo responsável legal)
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Pesar no mínimo 55 quilos (exigência do Hemosul)
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Homens podem doar até quatro vezes ao ano com um intervalo mínimo de dois meses. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com um intervalo mínimo de três meses.
Vale lembrar que o uso de alguns medicamentos e algumas doenças impedem a doação de sangue. Por isso, antes de doar, verifique se você está apto a ser um doador.
Assessoria.





















