Cruzamento entre moscas com mutação genética provam a veracidade da Lei de Mendel
30/11/2019 14h30
Por: Redação
Um experimento feito no curso de biologia da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) em que os acadêmicos verificam mutações genéticas faz com que eles coloquem em prática o que viram em sala de aula.
Nele os acadêmicos fazem cruzamentos de linhagens de diferentes moscas com mutação genética para saber se a mutação persistirá nas gerações futuras. “No Ensino Médio estudamos sobre a primeira Lei de Mendel com ervilhas, mas utilizá-las seria muito demorado, então fazemos a mesma coisa, só que com moscas”, pontua Renata Fernanda, acadêmica do terceiro ano de Biologia.
A primeira Lei de Mendel, também conhecida como Princípio da Segregação dos Caracteres ou Lei da Segregação, diz que cada característica é condicionada por um par de fatores que se separam na formação de gametas. Para chegar a essa conclusão, Mendel realizou uma série de experimentos com ervilhas e conseguiu aplicar a matemática em seus estudos.
Na UFMS o experimento começa ainda em sala de aula, com a professora explicando o conteúdo teórico. Depois os estudantes começam a aplicar o que aprenderam na prática, montando o experimento, que dura cerca de três meses. “Fazemos com moscas por elas terem uma reprodução mais rápida”, comenta a acadêmica.
Moscas com características diferentes são cruzadas, depois os alunos verificam quais características são predominantes nas futuras gerações. “A segunda geração geralmente fica com 50% das características do pai e 50% das características da mãe. A terceira geração, geralmente, fica com a característica de um dos avós”, explica Fernanda.
“Realizando estes experimentos em nossas aulas podemos visualizar que realmente acontece este tipo de coisa na natureza, nós vemos que isso acontece”, conclui.











