BC inicia reunião que pode reduzir taxa de juros pela 5ª vez seguida

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Expectativas do mercado financeiro apontam para queda de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, para 4,25% ao ano

04/02/2020 06h55
Por: R7

O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) começa nesta terça-feira (4) a primeira reunião de 2020, que pode terminar com o quinto recuo consecutivo da taxa básica de juros da economia brasileira. As expectativas apontam para uma queda de 0,25 ponto percentual na Selic, para 4,25% ao ano.

Caso as perspectivas dos analistas do mercado financeiro sejam confirmadas, a Selic renovará o menor nível da história ao ser anunciada no final da tarde de amanhã (5). O veredito a respeito dos novos juros básicos ficará vigente por 45 dias.

No último encontro, quando a taxa básica de juros foi reduzida para 4,5% ao ano, o Copom afirmou que “o processo de recuperação da economia brasileira ganhou tração, em relação ao observado até o primeiro trimestre” de 2019. Na avaliação do grupo, o cenário de retomada “seguirá em ritmo gradual”.

Nesta terça, o presidente do BC (Banco Central), Roberto Oliveira Campos, e os oito diretores da autoridade monetária realizam apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas da economia e o comportamento do mercado financeiro. Amanhã, o comitê projeta as possibilidades futuras e define a nova Selic.

Nas próximas reuniões, o Copom deve manter a taxa de juros em 4,25% ao ano. A expectativa atual do mercado financeiro é que o patamar persista até o final do ano. Para 2021, estima-se que a taxa básica de juros salte para 6% ao ano.

Juros básicos

A Selic é conhecida como taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. A taxa é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.

Em linhas gerais, a Selic é taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.

A taxa básica também serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, próxima da meta estabelecida pelo governo. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

Copom divulgará amanhã o novo patamar da Selic. Pixabay