Mais de 60% dos campo-grandenses gastam em média R$ 40 em hortifruti

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Pesquisa inédita do Sebrae e Fecomércio mostra que maioria almoça em casa e geralmente mulher vai às compras com base nos gostos da família

19/02/2020 17h35
Por: Sue Anne Calais

A maioria dos campo-grandenses, o equivalente a mais de 60%, gasta em média pelo menos R$ 40,00 por compra de hortifruti. É o que mostra um levantamento inédito sobre o comportamento de consumo dos produtos na capital realizado pelo Sebrae/MS e o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio/MS, divulgado nesta terça-feira (18).

Além do gasto médio, que indica um valor de consumo considerável, a pesquisa aponta que muitos consumidores não realizam um planejamento na hora de adquirir o hortifruti. Apenas 34% dos entrevistados sinalizaram fazer compras de maneira planejada e utilizando listas; 29% compram porque viram uma promoção, 22% compram de forma aleatória sem dia certo e 13% porque já estavam no local.

Para mais da metade dos consumidores, o hortifruti é comprado na quinta-feira, e 50% adquirem os alimentos uma vez na semana.

Mais de 70% preferem ir ao supermercado, em segundo lugar, está o sacolão, e em terceiro, a feira. E, geralmente, a mulher vai às compras com base nos gostos da família: em 48% dos lares, ela é a responsável, e em 61% dos casos, os outros integrantes influenciam na escolha dos produtos.

Segundo a analista do Sebrae/MS e economista, Vanessa Schimdt, levando em conta o comportamento, os lojistas podem pensar em estratégias. Ela afirma que os lojistas podem aproveitar para anunciar uma promoção ou chamar a atenção para a parte visual, porque consumidores que vão as compras toda semana e preferem produtos frescos tendem a consumir por impulso, pontua.

Na capital, o consumo de hortifruti está ligado a produtos de boa aparência. O estudo aponta que os 10 fatores mais importantes na decisão de compra são, respectivamente: poder escolher pessoalmente os produtos; a durabilidade; a aparência; a textura; o cheiro; o preço; aspectos nutricionais; produto higienizado; orgânico; e alimento pré-preparado – descascado ou cortado, por exemplo.

Outro destaque, que indica uma oportunidade para os pequenos negócios, é que mais de 90% dos pesquisados consomem frutas, verduras e legumes e mais de 90% dos almoçam em casa. A economista reforça que muitos clientes que comprar em supermercados para fazer as refeições em casa, podem comprar em supermercados pequenos, sacolão, mercado de bairro, entre outros.

Consumo de orgânicos

Segundo a analista do Sebrae/MS, Vanessa Schimdt, os empresários interessados em investir na venda de orgânicos devem levar em consideração grupos específicos de consumo, já que a população campo-grandense em geral não atribui tanta importância para este critério.

Público alvo: as mulheres, as pessoas com mais de 46 anos, as com Ensino Médio completo, pessoas casadas ou em união estável, pessoas com filhos e que não praticam exercícios físicos. São os nichos que atribuem maior importância aos orgânicos, disse.

A pesquisa ouviu 260 pessoas no mês de agosto de 2019, nos bairros Santa Fé, TV Morena, Coophatrabalho, Mata do Jacinto, Coronel Antonino, Monte Castelo, São Francisco, Santo Amaro, União, Coophavila II, Piratininga, Aero Rancho, Centenário, Moreninhas, Jardim Panamá e Parque do Lageado.

Fecomércio