02/02/2016 12h00
Bebê de 9 meses foi “isca” para matar jovem em praça, diz polícia
CG News
Um bebê teria sido usado na morte da atendente de pastelaria, Thais Giedry Borges dos Santos, 22 anos, esfaqueada e degolada na noite deste domingo (31), na Praça do Rádio Clube, em Campo Grande. Segundo a polícia, a menina de apenas nove meses, filha da suspeita, foi usada como “isca” para atrair a vítima. Thais era madrinha da criança.
Conforme o delegado Bruno Urban, da 1ª delegacia de Polícia Civil, há cerca de três anos, Thais teve um relacionamento amoroso com Iris Adriana Barbosa da Silva, 22 anos. O romance terminou depois que Iris foi morar em Ribas do Rio Pardo. Lá a mulher se prostituía, até conhecer Kielvenn de Moraes, 24 anos, se casar com ele e ter uma filha.
Apesar de casada e distante, Iris mantinha contato com Thais pelo telefone e redes sociais, tanto que a jovem morta era madrinha da filha dela. Iris disse a polícia que o marido teria ficado com ciúmes do contato dela com a vítima, e a ameaçou de morte. Com medo, ela afirmou que o ajudou a planejar a morte da ex-namorada.
No domingo (31), Iris, Kielvenn e a filha do casal de apenas nove meses, vieram de Ribas do Rio Pardo para Campo Grande em uma motocicleta. Ao chegarem na cidade, Iris teria ligado para Thais e dito que a bebê estava doente e perguntou se ela não queria vê-la. O combinado foi de se encontrarem na praça.
Segundo Urban, quando chegou no local, Thais cumprimentou Kielvenn e ao se abaixar para beijar a afilhada, foi agarrada pelos cabelos e quase degolada. “Ela não teve nenhuma chance de se defender, nem de gritar”, disse.
Ainda de acordo com o delegado, os dois confessaram que planejaram o crime, mas Iris disse que só aceitou participar, pois estava sendo ameaçada de morte. Já Kielvenn contou que tinha planos de matar mais dois homens, que também estavam tendo contato com a esposa dele.
Kielvenn e Iris foram presos em flagrante na tarde de ontem (01), em Ribas do Rio Pardo. Eles estavam escondidos na casa de um amigo. Quando a polícia chegou ao local, os dois tentaram fugir e com a aproximação dos policiais, o homem chegou a usar a filha como escudo, para que os policiais não atirassem e permitissem a fuga dele.
Os dois suspeitos vão responder por homicídio qualificado, cuja a pena é de 20 a 30 anos de prisão. Kielvenn ainda vai responder por desobediência e resistência, pela tentativa de fuga. Ele já tem várias passagens pela polícia, entre elas, por disparo de arma de fogo, ameaça, e um homicídio, quando ainda era adolescente. Iris também já foi presa por furto.
A arma do crime e uma camiseta, foram apreendidas pela polícia. A filha do casal agora está sob os cuidados da avó materna, que já cuida de outra filha de Iris, de 6 anos.





















