Campanha já é prorrogada com baixa adesão pelo País, como em CG que vacina somente 12% de crianças

554
(Foto: Diogo Gonçalves - PMCG)

O Ministério da Saúde decidiu prorrogar as campanhas imunização contra a poliomielite e a de multivacinação até o final do mês, diante da baixa adesão. As campanhas começaram no dia 8 de agosto, sendo programada até a próxima sexta-feira (9). Contudo, como em Campo Grande que vacinou apenas 12% do público alvo, em 57,4 mil pessoas, pelo Brasil também há baixa adesão. Assim, quatro dias antes de acabar, já se anunciou a continuidade da ação, que em geral todo ano é até feita a prorrogação, mas que neste ano, absurdamente, está muito pior na busca da imunização.

O secretário municipal de saúde, José Mauro Filho, aponta que a baixa procura preocupa por representar a não adesão à vacinação, cenário este que cresce nos últimos anos. “Essas campanhas são justamente para tentar incentivar pais e responsáveis por essas crianças a vaciná-los, uma vez que essas doses podem proteger contra doenças graves e perigosas”, relembra o secretário, que ainda ressalta que todas as doses das campanhas estão disponíveis nas 73 unidades de saúde da Capital.

Pelo Brasil, quase um mês após o início da campanha contra a poliomielite, apenas 35% das crianças de 1 a 4 anos tomaram a vacina, segundo dados do Ministério. A meta é vacinar 95% do público-alvo, cerca de 14,5 milhões de pessoas. O PNI (Programa Nacional de Imunizações) recomenda a vacinação contra a pólio de crianças a partir de 2 meses até menores de 5 anos de idade.

Em Campo Grande, a campanha para aplicação do reforço da vacina contra a poliomielite atingiu somente 12,7% de todo o público esperado. Na Capital, as crianças entre 1 e 4 anos, são ao menos 57,4 mil pessoas, mesmo que elas já tenham recebido algum reforço anterior. A única exceção são àquelas que tomaram a dose há menos de 30 dias. “Esta medida foi adotada, mesmo com a extinção da doença em território nacional há cerca de 30 anos, porque o vírus ainda circula em alguns países, e pode ser reintroduzido no Brasil. Da mesma forma que aconteceu com o sarampo, que também éramos considerados território livre do vírus, pode acontecer com a pólio”, reforça o secretário. 

Multivacinação

Além da Polio, acontece concomitantemente a campanha de atualização da caderneta vacinal, destinada para crianças e adolescentes de até 14 anos de idade. 

Mas, também há uma baixa adesão também na campanha multivacinação, que garante a atualização da caderneta da criança e adolescente. Até o momento, somente 12.773 pessoas foram vacinadas, o que corresponde a 24.309 doses aplicadas.  

A multivacinação busca incentivar a atualização da caderneta de vacinação de crianças e jovens até os 15 anos de idade. Estão disponíveis 18 vacinas do PNI, como a tríplice viral, a tetra viral, a penta valente, a de febre amarela, a de HPV, a VOP, a meningocócica C, e as de hepatite A e B.

Vacina da Polio

O esquema é feito com duas doses de injeção aos 2 e aos 4 meses de idade e uma gotinha aos 6 meses. Depois disso, a criança deve tomar uma dose de reforço aos 15 meses e outra aos 4 anos de idade.

A doença, também chamada de paralisia infantil, provoca o comprometimento do sistema nervoso, levando à paralisia de membros e alterações nos movimentos. Em alguns casos, pode ser fatal.

A poliomielite foi erradicada do país em 1994, mas a baixa cobertura vacinal e o crescimento de movimentos antivacina preocupam autoridades e especialistas da área.

Para tentar aumentar a cobertura vacinal, 38 mil postos de vacinação ficaram abertos em todo o país no Dia D da Campanha Nacional de Vacinação, em 20 de agosto.

As duas campanhas de vacinação coincidem com a de Covid-19. Segundo o ministério, as vacinas poderão ser administradas de maneira simultânea ou com qualquer intervalo na população a partir de três anos de idade.