Vítima de 14 anos afirmou aos policiais que sofria agressões e era impedida de deixar a residência
Uma abordagem inesperada durante o patrulhamento da Polícia Militar terminou com a prisão de um jovem de 19 anos na noite deste domingo (7), em Campo Grande. Com uma bebê de apenas 9 meses nos braços, uma adolescente de 14 anos correu até uma viatura que passava pela Avenida Guaicurus, no Jardim Monumento, e pediu ajuda aos policiais.
Segundo o boletim de ocorrência, a adolescente estava visivelmente abalada e chorava quando procurou a equipe policial. Ela relatou que vivia em união estável com o suspeito há cerca de três anos e afirmou que vinha sofrendo restrições severas de liberdade, permanecendo trancada dentro de casa contra a própria vontade.
Ainda conforme o relato da vítima, além das limitações impostas à sua circulação, ela era alvo de agressões físicas praticadas pelo companheiro. A adolescente disse aos policiais que os episódios de violência já haviam ocorrido em outras ocasiões, inclusive enquanto segurava a filha do casal.
Após receber a denúncia, os militares localizaram o jovem nas proximidades do local onde ocorreu a abordagem. Durante a conversa com a equipe, ele negou ter mantido a adolescente em cárcere e também rejeitou as acusações de agressão.
O suspeito alegou que o casal havia discutido por questões relacionadas aos afazeres domésticos. Segundo sua versão, a adolescente teria decidido deixar a residência com a criança, e ele apenas tentou impedir a saída.
De acordo com a ocorrência, o comportamento do jovem durante a abordagem foi considerado alterado e agressivo, o que levou os policiais a utilizarem algemas para garantir a segurança da equipe e do próprio conduzido.
O rapaz foi encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) no compartimento de presos da viatura. A adolescente e a bebê foram levadas separadamente até a unidade policial.
Na delegacia, a vítima solicitou medidas protetivas de urgência e informou que pretende passar a morar com o irmão. O caso foi registrado como sequestro e cárcere privado, além de lesão corporal dolosa no contexto de violência doméstica.
A Polícia Civil dará continuidade às investigações para apurar as circunstâncias denunciadas pela adolescente e esclarecer os fatos relatados na ocorrência.





















