Aeronave de empresário de MS é flagrada transportando 189 kg de ouro ilegal na Bolívia

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Foto: DTV 8.1.

Na madrugada da quarta‑feira (22), autoridades bolivianas apreenderam 189,5 kg de ouro ilegal no Aeroporto Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra, na fronteira com Corumbá. O minério estava a bordo de uma aeronave que pertence a um conhecido empresário do ramo alimentício sul-mato-grossense.

O avião partiu de Campo Grande, fez escala em Corumbá e seguiu para a Bolívia. Durante a inspeção por raio‑x, descobriu-se que quatro malas com formato de caixas de ferramentas estavam cheias de ouro em barras.

A apuração da imprensa local apontou que a carga, avaliada em cerca de US$ 25 milhões (aproximadamente R$ 140 milhões), seria levada primeiro para São Paulo e depois exportada para Dubai, nos Emirados Árabes.

O documento de exportação apresentado tinha QR Code falso. Houve divergência inicial na pesagem: chegou a ser informado 211 kg, mas o dado oficial confirmado é 189,5 kg, a diferença também está sob investigação.

Um jovem de 22 anos se apresentou como responsável pela carga e teve prisão preventiva decretada por 150 dias, sendo encaminhado ao presídio de Palmasola; autoridades acreditam que ele atue como “laranja”.

Além dele, outras cinco pessoas foram detidas e liberadas, sendo três servidores públicos (chefe da Alfândega, chefe da Senarecom e responsável por voos fretados no aeroporto), além de primo e amigo do jovem preso.

Uma empresa que está registrada em nome de dois estudantes em La Paz é investigada como sendo de fachada. Ela já teria feito negociações com a compradora do outro, de Dubai.

Ainda conforme a apuração, o avião foi liberado e está em Cuiabá (MT) para manutenção. A defesa da empresa sul-mato-grossense afirmou à imprensa campo-grandense que a aeronave pode ser fretada quando não está em uso.

Ainda na manifestação, explicou que o contrato é de responsabilidade do piloto, funcionário da empresa. Também afirmou que o empresário não tem qualquer vínculo com a carga ou com os contratantes do voo.

A investigação boliviana apura crimes de contrabando, comercialização ilegal de minerais e enriquecimento ilícito, além de possível participação de agentes públicos para facilitar a operação.