O piloto foi interceptado por um Super Tucano A 29, da Força Aérea Brasileira (FAB)
Piloto com licença vencida, desde o ano de 2018, foi preso após ser interceptado ontem (10) por uma aeronave Super Tucano A 29, da Força Aérea Brasileira (FAB). Ele obrigado a pousar no Aeroclube Asas do MS em Fátima do Sul. A aeronave, que seria usada para o tráfico de entorpecentes, foi apreendida por estar com a licença para voo suspensa.
Depois do pouso o piloto que não teve o nome divulgado foi abordado por policiais militares da Força Tática, que já tinham sido comunicados pela FAB e preso em flagrante.
Com o piloto, foi encontrado cerca de 15 gramas de maconha, escondido nas partes íntimas, agravando ainda mais a situação, por estaria colocando em risco a segurança do voo, já que é proibido pilotar aeronaves irregulares, com licença vencida e ainda, sob influência de entorpecentes.
Questionado, ele contou que pegou a aeronave em Campo Grande, de onde decolou sentido à fronteira. No entanto, no meio do caminho, pousou em Fátima do Sul para abastecer e logo decolou novamente, sentido a fronteira com Paraguai, onde embarcaria uma carga de 300 quilos de cocaína que seria levada para São Paulo e receberia R$ 80 mil pelo transporte. Porém, a missão acabou frustrada e ele teve que decolar com urgência, sem o entorpecente, após ser avisado que teria sido flagrado e a droga seria interceptada.
Equipes do Departamento de Repressão a Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) da Polícia Civil também foram para o local, assumindo a ocorrência.
Os policiais verificaram as licenças do piloto e constataram ainda que as mesmas estavam vencidas desde 2018. Ele também informou que a aeronave que pilotava, prefixo PT-WKZ, encontra-se suspensa para operações, o que foi confirmado nos sistemas da agência reguladora.
O piloto preso, ainda disse que comandava aeronaves fazendo voos clandestinos principalmente para o tráfico e garimpos em Roraima.
Ele foi autuado por associação ao tráfico e por ter praticado atentado à segurança de voo.
Mais cedo, a reportagem recebeu notícias que havia uma aeronave da Esquadrilha da Fumaça, por um equívoco do site Flightradar como sendo um Tucano A 27 e na verdade tratava-se de um Super Tucano A 29, usado na operação de interceptação.





















