A Agência Municipal de Transporte e Trânsito lançou, na manhã desta quinta-feira (20), o Agetran 360º, projeto que reúne ações de trânsito, transporte, sinalização, educação e acessibilidade nas sete regiões urbanas de Campo Grande. A iniciativa busca ampliar a presença da autarquia nos bairros e direcionar as intervenções a partir de dados e demandas da população.
O lançamento ocorreu na Região do Segredo, que reúne cerca de 108 mil moradores. A prefeita Adriane Lopes destacou a importância da iniciativa para a mobilidade e a segurança viária da Capital.
“Estamos dando hoje um passo importante para a mobilidade de Campo Grande. Somente na Região do Segredo são 108 mil moradores. Estamos em uma região estratégica, com o maior número de habitantes por metro quadrado”, afirmou.
Segundo a prefeita, o projeto também pretende aproximar o órgão da população e reforçar as ações de prevenção. “A intenção do projeto é tirar a Agetran do gabinete. Campo Grande está entre as cidades com o maior número de veículos, é quase um carro por pessoa. Ações como essa buscam preservar vidas”, destacou.
O trabalho será organizado em ciclos de 30 dias. Antes do início das ações, a chamada Semana 0 será dedicada ao diagnóstico de cada região, com levantamento de dados sobre circulação, sinalização, transporte, infraestrutura e principais demandas.
A partir desse levantamento, as equipes definem as prioridades e iniciam uma força-tarefa integrada. A atuação poderá envolver, de forma conjunta, fiscalização, engenharia de trânsito, transporte coletivo, sinalização e educação.
Entre as ações previstas estão a revitalização de sinalização horizontal e vertical, reforma e padronização de pontos de ônibus, melhorias de acessibilidade, organização do espaço público, fiscalização do trânsito e transporte coletivo, além de campanhas educativas e atividades em escolas e comunidades.
O projeto integra as diretorias de Planejamento da Mobilidade, Transporte e Trânsito. A proposta é que diferentes equipes atuem sobre os mesmos problemas, evitando ações isoladas e dando mais agilidade às respostas.
Ao final de cada ciclo, os resultados serão avaliados por indicadores, como quilômetros de sinalização executados, placas e faixas revitalizadas, abrigos reformados, ações educativas realizadas e pessoas atendidas. Também serão analisados os registros de sinistros de trânsito com vítimas e o retorno dos moradores.
Nesta primeira fase, o Agetran 360º será executado prioritariamente com a estrutura e os recursos já disponíveis, sem previsão de criação de novos cargos.
A segunda etapa prevê a ampliação da atuação regional, com possibilidade de aumento do efetivo em até 60 agentes de trânsito, distribuídos entre as regiões, além do aproveitamento de estruturas existentes e eventual apoio de bases da Guarda Civil Metropolitana.
A iniciativa busca consolidar uma rotina de trabalho baseada em diagnóstico, planejamento, execução e avaliação, com foco na prevenção de sinistros e na melhoria das condições de trânsito e mobilidade nos bairros.





















