No fabuloso mundo da política, tudo se resolve apenas quando o prazo acaba. Se tratando de eleições, então, essa sabedoria popular é praticamente uma regra seguida à risca pelos que buscam o poder.
Há muito tempo se ventila o nome da senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP) para preencher o cargo de candidata a vice-presidente na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL) — alguns até defendem que ela é que deveria disputar a presidência.
De lá para cá, a senadora chegou a afirmar, publicamente, que não pretendia concorrer ao posto de vice, justificando que o objetivo está na sua reeleição ao Senado Federal e até mesmo com a possibilidade de disputar a presidência daquela Casa.
Após o pano úmido ser jogado no fogo do murmúrio, outros nomes passaram a ser trabalhados pelos estrategistas por meio de pesquisas de opinião, mas nenhum teve tanto apreço quanto o da senadora.
Certos do ganho que Flávio Bolsonaro terá com Tereza Cristina como sua vice, as negociações para que ela mudasse os próprios rumos, abandonando o projeto político pessoal, e aceitasse compor a chapa, foram intensificadas até, aparentemente, chegar ao acordo.
Nessa quinta-feira (30), sites nacionais, como o Estadão, Metrópoles e o Correio Brasiliense, noticiaram que Tereza Cristina aceitou o convite e será a postulante ao lado do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), hoje réu por tentativa de golpe de Estado.
As informações dizem que ela indicou o “sim” aos aliados. Uma nota oficial foi divulgada pela senadora, na qual confirma que houve um encontro na quarta-feira (29) com Flávio, aonde se tratou da possibilidade da candidatura, mas nada foi decidido.

O PL promoveu, no último sábado (25), a convenção nacional, oficializando a escolha pela candidatura de Flávio Bolsonaro a presidente. Na ocasião, nenhum nome foi apresentado como o vice da chapa.
Agora, é aguardada a decisão da convenção partidária do PP, que está federado com o União Brasil. O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, iniciou consultas aos diretórios estaduais para avaliar o apoio à aliança.
Até então, a orientação predominante na federação era de neutralidade na disputa presidencial, visando fortalecer candidaturas estaduais e legislativas — integrantes da cúpula ainda avaliam a coligação como difícil.
Entretanto, como dito no início deste texto, tratando-se de eleições, tudo pode mudar até as 19h (DF) do dia 15 de agosto, quando vence o prazo de registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral.





















